Certificada pela Associação Internacional WPATH, psicóloga é uma referência no assunto. A psicóloga Vanessa Jaccoud criou a Associação TRANquilaMENTE, para atender indivíduos transgêneros e suas famílias, com uma equipe formada por psicólogos, psiquiatra, endocrinologista, fonoaudiólogo, cirurgião e todos os profissionais necessários ao melhor atendimento de cada caso. Localizada no Recreio dos Bandeirantes, RJ, terá valor popular e deve começar o atendimento em julho, ao final das obras.
Segundo Vanessa Jaccoud, a identidade de gênero, diferente da orientação sexual, é o ato de não ter identificação com seu gênero de nascimento, de se sentir pertencente à outra identificação, diferente da biológica. Ou seja, uma criança pode nascer menina e ao longo da vida perceber uma identificação com o feminino, ou não, como isso também pode acontecer com um menino. A Organização Mundial da Saúde (OMS) mudou esse entendimento em seu guia que serve de referência para estatísticas e diagnósticos médicos: ser transgênero – em geral, ter uma identidade de gênero que não corresponde ao seu sexo atribuído ao nascer – não é doença.
Considera-se na verdade a condição de ser “trans” muito mais complexa na teoria, bem como na prática. Além de outros impactos ligados à questão da transgeneridade, existem problemas mais evidentes como a não aceitação na sociedade, dificuldades na hora de conseguir um emprego, conquistar a redesignação sexual, mudança para o nome social, além de tanta discriminação e preconceitos, os quais não faltam desde o início do percurso de transição até a fase de maturação da transição em si. Existem ainda outros obstáculos mais graves, que influenciam o fator psicológico. Tudo é delicado e complexo nesta área do humano.
De acordo com Vanessa Jaccoud , o processo de percepção da própria transgeneridade se dá, através de alguns indicadores no próprio desenvolvimento humano, tal como a disforia de gênero, que provoca intensa inquietude e incômodo ao indivíduo trans, por entender que o seu corpo não reflete o que este realmente é. ” Esta falta de identificação, acaba ocasionando outros problemas como ansiedade, angústia, depressão, e até mesmo questões mais graves, como ideações e tentativas de suicídio, pois, de forma perturbadora, pode transformar tanto os sentimentos da pessoa, quanto ocasionar problemas familiares e profissionais, avalia a profissional.
Segundo Vanessa, com alguns indivíduos, podem ocorrer desconfortos indicadores da incongruência de gênero desde a infância, porém, somente no desenvolvimento da pessoa, serão evidenciados os impactos predominantes. Os indivíduos transexuais sentem como experienciando o corpo trocado, demandando o tratamento psicológico, o qual é de extrema importância na condução de todo processo de reconhecimento do seu próprio self.
“Cabe ao profissional qualificado na área, contribuir para que esse indivíduo primeiro seja acolhido na sua dor existencial e assim caminhem em conjunto para seu autoconhecimento e redução ou extinção dos conflitos implicados no quadro. Com ajuda profissional a pessoa poderá entender o que está acontecendo consigo, e ser orientada a buscar a terapia hormonal, e até mesmo a cirurgia de redesignação sexual, caso deseje, recebendo orientações técnicas dos especialistas quanto a todo o processo.
“Transexual, transgênero e travesti são termos que acabam confundindo muita gente sobre quais seriam as distinções entre estes indivíduos ou termos. Posso apontar que os travestis são exclusivamente indivíduos do gênero masculino que se percebem melhor no gênero feminino, sendo mulher, irão usar roupas do sexo feminino durante parte da vida para ter uma experiência temporária ou permanente de ser do gênero feminino. Alguns não farão a redesignação, outros sim. Eles podem enfrentar os mesmos conflitos e impactos que os transexuais e os transgêneros, além de encarar a falta de respeito à diversidade sexual. Por razão das identidades se pautarem pela ideia da auto identificação, sempre será mais assertivo compreender como o indivíduo se percebe e aprender sempre a respeitar essa questão.” – explica Vanessa Jaccoud.
Existe muita confusão com relação às diferenças de orientação sexual e identidade de gênero, mas a psicóloga pontua: “A orientação sexual faz com que uma pessoa busque relacionamentos afetivo-sexual com pessoas do mesmo sexo (homo), sexo oposto (hétero) e ambos (bi), isso se ela não for um indivíduo assexual (não tem interesse na atividade sexual) ou pan (atração por pessoas, independente de seu sexo ou identidade de gênero). Já na identidade de gênero a questão é o sentir-se, perceber-se e identificar-se como mulher ou homem”.Sobre a Drª Vanessa Jaccoud (CRP 05/47172)
Psico-Oncologista, Psicossomatista e Psicóloga Clínica. Psicologia da Saúde. Especialista em Psico-Oncologia pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG); Pós Graduada em Psico-Oncologia pelo CEPPS-SP; Especialista em Psicossomática (1º ambulatório com atendimento multiprofissional do mundo em Psicossomática) pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo; Formação em Dor Crônica pela University of Minnesota (USA); Formação em Neurologia clínica (Introductory) pela University of California-San Francisco (USA); Formação em Primeiros Socorros Psicológicos pela Johns Hopkins University (USA); Formação em Saúde por todo o espectro de gênero pela Stanford University (USA). Membro Titulada pela SBPO (Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia); Membro Certificada pela WPATH (World Profissional Association for Transgender Health); Membro da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática-SP.
* Atualmente com certificação mundial em cuidados aos pacientes Transgêneros* Autora do livro “Transgeneridade: um caso espiritual”, a ser lançado em breve. Todos os indivíduos devem ser tratados com respeito, com dignidade, acolhimento e amor. Porque todos somos humanos. Porque a diversidade existe e precisamos ouvir todas as vozes. Associação TRANquilaMENTE (21)97353-2922 Instagram: @dravanessajaccoud
LUCINHA LINS E CLAUDIO LINS APRESENTAM A 11º EDIÇÃO DO NATAL SOLIDÁRIO, UMA NOITE DE MÚSICA E DOAÇÃO NO DIA 04 DE DEZEMBRO, ÀS 20H, NO TEATRO SÉRGIO CARDOSO
O evento beneficente, idealizado por Jô Santana, traz a Orquestra Sinfônica Villa-Lobos com participação da cantora Roberta Campos em concerto que arrecadará latas de leite em pó para o Hospital Cruz Verde.
No dia 4 de dezembro de 2025, quarta-feira, às 20h, o Teatro Sérgio Cardoso será palco da 11ª edição do Natal Solidário Cruz Verde, um evento que celebra a união entre arte, esperança e responsabilidade social. Idealizado pelo ator e produtor cultural Jô Santana, o evento reitera seu compromisso com a causa das pessoas com paralisia cerebral, destinando toda a arrecadação ao Hospital Cruz Verde, referência há 66 anos no tratamento e assistência a pacientes com a condição.
💖 Uma Celebração de Amor, Fé e Emoção
A noite será apresentada por mãe e filho, os talentosos atores e cantores Lucinha Lins e Claudio Lins, que emprestarão seu carisma para conduzir o público em uma jornada de solidariedade e música.
O ponto alto da celebração será o concerto especial da Orquestra Sinfônica Villa-Lobos, sob a regência do Maestro Adriano Machado. O tema do repertório deste ano, “Natal, uma celebração de amor”, promete levar o público a uma emocionante viagem de fé e esperança. Cada nota da orquestra é concebida como um gesto de carinho, com melodias que aquecem o coração e unem gerações.
O repertório percorre desde o sagrado ao popular, e incluirá obras emblemáticas como “Circle of Life”, “Amazing Grace”, “Adeste Fideles” e a tradicional “Noite Feliz”. Entre momentos de introspecção com “Ave Maria” e a energia festiva de clássicos como “Bate o Sino” e “Jingle Bell Rock”, a música se torna um convite à gratidão e à reflexão sobre o renascimento da luz que o Natal representa. O show culminará com o “Oh Happy Day” no BIS, garantindo um final emocionante.
Destaque: O evento contará com participações especialíssimas, adicionando ainda mais brilho à noite, da aclamada cantora Roberta Campos e das cantoras Laura Saab e Júlia Saab, netas de Fafá de Belém, prestando homenagem aos 50 anos de carreira num número surpresa que certamente emocionará muita gente.
Magia e Encantamento na Chegada
Para envolver o público na magia do Natal desde a chegada, artistas circenses estarão se apresentando na entrada e no foyer do teatro, personificando o espírito natalino com performances que prometem encantar e interagir com o público.
Ingresso Solidário: 2 Latas de Leite em Pó
Em um gesto que reforça o espírito natalino de doação, o acesso ao concerto não será por meio de ingresso pago em dinheiro. A entrada será concedida mediante a doação de 2 latas de leite em pó. Todos os itens arrecadados serão integralmente destinados ao Hospital Cruz Verde, apoiando a nutrição e o cuidado dos pacientes da instituição. O Teatro Sérgio Cardoso, com sua estrutura acessível, assegura que a arte e a solidariedade sejam democráticas.
Serviço: 11º Natal Solidário Cruz Verde – “Natal, uma celebração de amor”
O que: Concerto beneficente com a Orquestra Sinfônica Villa-Lobos, regida pelo Maestro Adriano Machado, apresentação de Lucinha Lins e Claudio Lins e participações especiais de Roberta Campos, Laura Saab e Júlia Saab.
Quando: 4 de dezembro de 2025, quarta-feira, às 20h.
Onde: Teatro Sérgio Cardoso – R. Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo.
Ingressos: Concedidos mediante a doação de 2 latas de leite em pó.
Duração: Aproximadamente 120 min.
Classificação: Livre. Arrecadação: 100% destinada ao Hospital Cruz Verde.
Suas telas tem como característica serem mergulhadas na Baía de Guanabara antes de serem trabalhadas
A artista plástica Duda Oliveira está na COP 30, participando das manifestações civis e dos debates sobre a importância da arte como instrumento de divulgação dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e do papel de ruptura com as práticas de enraizamento cultural não sustentáveis na Green Zone.
Conhecida por seu posicionamento pela defesa e conscientização sobre a preservação da vida, do meio ambiente, Duda Oliveira tem como característica em seu trabalho mergulhar tecido lona crua na Baía de Guanabara, repleta de derivados de petróleo e dejetos de óleos, cujo aquecimento, alimento orgânico, estimulam a proliferação de fungos, resultando em um esfumaçado plástico natural peculiar em suas pinturas. As telas não foram pintadas, foram mergulhadas. E o branco que emergiu delas não era ausência, era prenúncio. Foi preciso calor, tempo, matéria, toque, escuta. E então, como num sussurro biológico, as cores nasceram do fundo: do fundo do mar, do fundo do mundo, do fundo da gente.
Duda Oliveira quer mostrar que a imagem da mulher também se transformou, sob a inspiração de novos modelos estéticos. A arte sempre em seu papel altruísta, apenas sinalizou o que já estava pungente e silenciado por antigos valores. Um dos motivos pelos quais defende os ODS.
Artista plástica contemporânea e Mestre em Ciência da Sustentabilidade, niteroiense, que estudou arte experimental na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e História da Arte e da Arquitetura do Brasil, na Puc/Rio, desde 2018 vem apresentando sua arte num ritmo intenso de exposições. Os trabalhos da artista vêm ganhando destaque nas Feiras Internacionais da Alemanha, Luxemburgo, em Salas Culturais em Portugal, nos Museus MASP, MAC Niterói, dentre outros relevantes espaços culturais no Brasil e exterior.
“Somente a arte tem o poder de propagar o acesso ao real e grande poder de transformação. A arte nos torna iguais, permitindo a verdadeira ordem democrática das coisas, a compreensão verdadeira e espontânea do belo”, diz a artista plástica.
*Luciana Brites, Mestre e Doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento
É cada vez mais comum vermos crianças, cada vez mais novas, expostas ao uso de telas. Além disso, o tempo de uso também está cada vez maior. Estudos mostram associação entre excesso de telas e dificuldades de atenção, sono e desempenho escolar.
Logo, é fundamental ter atenção não somente a esses riscos como também a redução da criatividade, das habilidades sociais e dependência em crianças que passam muito tempo consumindo conteúdo digital sem supervisão.
Uso excessivo de telas impactam o desenvolvimento infantil – Imagem Pexels Foto de Ron Lach
O cérebro infantil está com 95% da sua estrutura formada entre 0 e 6 anos, estando assim em pleno desenvolvimento. O uso constante pode afetar a qualidade do sono, já que a luz azul emitida pelas telas interfere na produção de melatonina, o hormônio do sono. Isso pode impactar negativamente a memória, a aprendizagem e o desenvolvimento emocional.
O excesso também pode gerar uma sobrecarga de dopamina, um neurotransmissor relacionado ao prazer. Ao usar o celular por muito tempo, a criança é constantemente recompensada com estímulos rápidos e fáceis, como likes ou vídeos curtos, o que cria um ciclo de dependência. Isso reduz a tolerância ao tédio e dificulta o envolvimento em tarefas que exigem esforço cognitivo, como leitura ou resolução de problemas.
Outros efeitos do uso: dificuldade de atenção e concentração; redução da motivação para atividades off-line, como brincar, conversar ou ler e déficits nas habilidades sociais e emocionais.
Uso excessivo de telas impactam o desenvolvimento infantil – Imagem Freepik
Veja alguns indícios de prejuízo pelo excesso de telas que pais e professores devem ficar atentos: irritabilidade ou agitação ao ser afastada das telas; desinteresse por brincadeiras presenciais ou leitura; dificuldade de concentração nas atividades escolares e redução da linguagem espontânea e das interações sociais. Se esses sinais forem persistentes, é recomendável avaliar a rotina digital da criança e buscar a orientação de um profissional da área da saúde ou educação.
Segundo a Academia Americana de Pediatria (AAP), o tempo de tela considerado adequado para crianças varia conforme a idade: de 0 a 2 anos, deve-se evitar o uso, exceto em chamadas de vídeo com familiares; de 2 a 5 anos, o limite é de até 1 hora diária, priorizando conteúdos educativos e com acompanhamento de um adulto; para as crianças maiores, o uso deve ser equilibrado com um bom padrão de sono, prática de atividade física, brincadeiras livres e momentos em família.
Além da mediação no uso das tecnologias, é importante oferecer estímulos que favoreçam o neurodesenvolvimento infantil de forma ampla. Atividades como desenhar, escrever e explorar o ambiente contribuem para o aprimoramento da coordenação motora e da cognição.
É fundamental que pais, educadores e profissionais da saúde estejam atentos a esses efeitos e adotem estratégias para garantir um uso equilibrado e saudável das tecnologias. Lembre-se que as tecnologias não são inimigas, mas devem ser usadas com moderação respeitando a idade das crianças.
(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, mestre e doutoranda em distúrbios do desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br