| Uma das obras mais lidas no mundo inteiro “DOM QUIXOTE”, de MIGUEL DE CERVANTES, (1547-1616), com imensurável contrapartida social na literatura universal, adaptada para o teatro e encenada várias vezes, desperta muita curiosidade a cada montagem, pois graças a sua narrativa, tem um público sedento para embarcar na emoção, na graça, nas aventuras e desventuras do Cavaleiro andante e nos momentos poéticos imensuráveis promovidos pelos personagens fascinantes, incluindo o próprio Dom Quixote, o seu fiel escudeiro Sancho Pança e Aldonza, ou seja a Dulcineia.
Foto: DivulgaçãoNa montagem em cartaz no TEATRO RENAISSANCE, SP, tem no elenco os experientes atores LEONARDO BRÍCIO e KADU GARCIA, dando vida apenas ao papel principal e Sancho Pança respectivamente.
A livre adaptação de GERALDO CARNEIRO, não pega o público nem pela emoção e nem mesmo pela graça, ou seja, pela comicidade, pois tudo fica muito superficial, sem bons momentos para conduzir à plateia a fruição merecida ou desejada e o pouco da tentativa de se fazer comédia descabida é mera apelação, não aproveitando o talento dos atores. Centralizar todas as ações dramáticas no drama seria mais acertado e para os atores o êxito seria plausível.
O Diretor FERNANDO PHILBERT, tem uma carreira plausível no cenário teatral, com grandes nomes do teatro, tem seu mérito. Porém, peca pela intervenção ou interação com a plateia sem dá o feedback merecido ao espectador, muitas vezes pegos de surpresa e são mal aproveitados, não tem o seu momento exaltado. Personagem muito interessante como a amada do cavaleiro, que oculta, não é trazidos à cena com maestria, pois a ruptura da cena exclui boas emoções.

Foto: Divulgação
Foto: Arte do Entretenimento
“A peça faz uma leitura contemporânea dos desafios e perigos enfrentados por Dom Quixote: cavalos e lanças, moinhos de vento e dragões se apresentam hoje na forma de grandes metrópoles e a luta para sobreviver em meio a uma profusão de crises, smartphones e superpopulação. Mas nós, novos Quixotes das grandes cidades, seguimos movidos pela capacidade de sonhar, pelo amor, pela empatia e a busca pela felicidade”. |