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Remoção de tatuagem: especialista tira as principais dúvidas

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Foi-se o tempo que fazer tatuagem era algo predominantemente  masculino ou comum só entre algumas tribos urbanas, como motociclistas e roqueiros. Hoje em dia, a tatuagem se tornou um acessório e está cada vez mais comum fazer desenhos que tenham um significado associado ao estilo de vida, gostos pessoais e até situações específicas, como o nascimento de um filho. 

Mas, assim como ficou mais fácil fazer uma tattoo, também aumentou o número de pessoas arrependidas e que buscam a remoção de algo feito no impulso. Felizmente, com o avanço da medicina, já é possível remover a tatuagem de forma segura para a saúde da pele

Atualmente, existem três tratamentos mais utilizados para remover tatuagens: Laser, Dermoabrasão e Cirurgia Plástica. Entre eles, o mais comum é o Laser, por ter uma grande eficácia e ser menos invasivo que a cirurgia, por exemplo. E, apesar de não ser um procedimento tão novo, a remoção de tattoo é sempre um assunto carregado de dúvidas.  Por isso, o CEO da Academia da Pele, Dr. Eduardo Kanashiro, reuniu as principais questões que envolvem o procedimento: 

  1. Doi?O incômodo varia de acordo com a região, tamanho e cores do desenho, bem como da sensibilidade de cada um. Mas a boa notícia é que existem maneiras de diminuir a dor, como com a aplicação de anestesia – tanto tópica quanto injetável. Em alguns casos, também pode ser utilizada a chamada sedação consciente com óxido nitroso, um gás que deixa a pessoa mais relaxada e menos incomodada.
  2. Quantas sessões são necessárias?
    Essa é a pergunta campeã entre os pacientes que optam pela remoção de tatuagem. Não existe uma regra, pois o tamanho e as cores influenciam muito nesse processo. Mas costuma-se partir de um mínimo de oito sessões. Uma informação importante é: as aplicações precisam de intervalos que variam de 30 a 60 dias, por isso, dependendo do tamanho do desenho, a remoção completa pode levar até dois anos.
  3. Todo mundo pode fazer?
    Não, nem todos. Gestantes e lactantes, nunca podem. Outras contraindicações estão ligadas a doenças e tipos de pele, como problemas de cicatrização.
  4. Pode ser feita em qualquer época do ano?
    Poder, até pode, mas a região não deve ser exposta ao sol nas duas semanas seguintes ao procedimento. Por isso, dependendo do estilo de vida e até da profissão do paciente, não recomendo começar esse processo no verão. 
  5. Existe algum preparo para antes e depois das aplicações?Sim. Para o antes, é fundamental que a tattoo esteja bem cicatrizada e com a pele da região bem hidratada. O laser também não pode ser feito em peles queimadas do sol. No pós, além de não expor a região ao sol, como falamos, a conduta mais comum é indicar pomadas para ajudar na cicatrização e compressa de gelo no local. Também não é indicado usar roupas ou acessórios que causem atritos na região pelos primeiros 15 dias.  

“A remoção de tatuagem é um avanço muito positivo para a medicina já que é totalmente compreensível que todos temos fases da vida em que algumas coisas podem não fazer mais sentido E remover essa marca vai além de só apagar um desenho, é algo que impacta diretamente na autoestima do paciente que não vê mais significado naquela escolha. Só reforço que o procedimento precisa ser feito com profissionais qualificados para a segurança do paciente”, diz Dr. Eduardo. 

Sobre a Academia da PelePrimeira healthtech brasileira criada para democratizar o autocuidado e trazer soluções no mercado de estética e saúde da beleza. Fundada pelo Cirurgião Plástico, Dr. Eduardo Kanashiro, tem sete unidades em São Paulo e está em constante expansão. O aplicativo está disponível para Android e iOs

Sobre o Dr. Eduardo Kanashiro

Médico com especialização em Cirurgia Geral pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), Cirurgia Plástica pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e Cirurgia Crânio Maxilo Facial pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Além da Academia da Pele, o Dr. Eduardo também é fundador da Clínica Due e foi Investidor Anjo e board advisor da MedRoom, startup brasileira focada no desenvolvimento de aplicações para treinamento em saúde com realidade virtual, vencedora do BIG Starter 2017 com o melhor jogo de educação e finalistas no Serious Games Showcase & Challenge 2017, vendida recentemente para o Grupo Anima.
O médico também pertence à associação de investidores anjo BR Angels, formada por mais de 100 CEOs e empreendedores de grande relevância nacional e internacional.

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15 de maio marca o Dia Internacional de Conscientização das Mucopolissacaridoses.

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Estima-se que 13 milhões de brasileiros sofram com alguma doença rara; destas, apenas 4% possuem tratamento

Existem entre 6 e 8 mil doenças raras no mundo, entre elas as Mucopolissacaridoses (MPS).

O 15 de maio marca o Dia Internacional de Conscientização das Mucopolissacaridoses.

As MPS representam um grupo de doenças ultrarraras cujo diagnóstico em geral tarda muitos anos.

A Casa Hunter promove ações de conscientização e lança games para explicar a jornada do paciente.

São Paulo, 11 de maio de 2021 – Imagine que você tem um filho pequeno e que, à medida em que ele cresce, começam a ser observadas algumas diferenças no desenvolvimento em comparação com outras crianças. Você passa em médicos especialistas, faz uma série de exames, mas o diagnóstico final demora de 4 a 5 anos e, ainda assim, os desafios são inúmeros. Essa é, em geral, a jornada dos pacientes com doenças raras.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem de 6 a 8 mil doenças raras no mundo; destas, apenas 4% contam com algum tipo de tratamento e 30% dos pacientes morrem antes dos cinco anos de idade. No Brasil, estima-se que 13 milhões de pessoas tenham alguma doença rara¹.

Um exemplo são as Mucopolissacaridoses (MPS), doenças genéticas que fazem parte do grupo dos erros inatos do metabolismo. Nas MPS, a produção de enzimas responsáveis pela degradação de alguns compostos é afetada e o acúmulo destes no organismo do paciente, de forma progressiva, provoca diversas manifestações.

Entre as consequências das MPS, podem estar: limitações articulares, perda auditiva, problemas respiratórios e cardíacos, aumento do fígado e baço e déficit neurológico.

A incidência das Mucopolissacaridoses é de cerca de 1 para cada 20 mil nascidos vivos². De acordo com a enzima que se encontra deficiente, a Mucopolissacaridose pode ser classificada em 11 tipos diferentes de MPS3.

No Brasil, o tipo II, conhecido como Síndrome de Hunter, é o mais prevalente – são 0,48 para cada 100.000 nascidos vivos², com uma média de 13 novos casos ao ano. Ocorrendo quase exclusivamente pessoas do sexo masculino, a MPS II, sem o tratamento adequado, pode causar a morte do paciente já na segunda década de vida.

De acordo com dados da Rede MPS, entre os anos 1982 e 2019, foram diagnosticados 493 pacientes com a MPS tipo II, e essa doença pode ganhar um novo aliado no diagnóstico com a aprovação do Projeto de Lei que visa a ampliar as doenças que devem fazer parte do Teste do Pezinho realizado no âmbito do SUS.

Diagnóstico – Assim como nas demais doenças raras, as MPS são de difícil diagnóstico, uma vez que há múltiplos sintomas e muitos são comuns a outras patologias. O diagnóstico correto e precoce das MPS é fundamental para propiciar uma melhor qualidade de vida aos pacientes. Um teste do pezinho ampliado poderia detectar mais de 50 doenças, permitindo seu tratamento precoce e trazendo mais qualidade de vida aos pacientes.

Tratamento – A MPS não tem cura, mas com tratamento adequado é possível controlar a doença e aumentar a expectativa de vida do paciente. Segundo o geneticista e professor do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Dr Roberto Giugliani, a Terapia de Reposição Enzimática (TRE) foi um importante avanço no tratamento das MPS, embora tenha algumas limitações, como o fato de não penetrar no sistema nervoso.

“Novas enzimas capazes de cruzar a barreira sangue-cérebro permitem tratar as manifestações neurológicas a partir de uma enzima administrada na veia. A combinação dessas novas tecnologias de tratamento com o diagnóstico precoce, idealmente através do teste do pezinho, trará um ganho significativo na qualidade de vida dos pacientes com MPS”, explica Dr. Roberto Giugliani.

Casa Hunter promove ações de conscientização e lança games para explicar a jornada do paciente

O dia 15 de maio é marcado pelo Dia Internacional de Conscientização das Mucopolissacaridoses e a data tem como objetivo dar mais visibilidade à doença e disseminar informações para familiares, cuidadores, sociedade em geral e para a comunidade médica.

No Brasil, a Casa Hunter, ONG dedicada a apoiar pacientes que possuem doenças raras, em especial a MPS Tipo II, realizará a MPS Week, uma semana temática, com eventos online e ações de conscientização para aumentar o conhecimento sobre essa enfermidade.

“Nosso objetivo é aumentar o conhecimento a respeito da patologia, facilitando o diagnóstico e o tratamento dos pacientes. Somente dando visibilidade ao tema temos a oportunidade de advogar em favor dos pacientes”, explica Antoine Daher, presidente da Casa Hunter e da Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras, a Febrararas.

Entre as ações organizadas pela Casa Hunter estão jogos virtuais desenvolvidos para mostrar o dia a dia de um paciente com MPS Tipo II, que de maneira lúdica, trazem informações sobre a doença.

Na “Jornada do Paciente”, o jogador é imerso na história de uma família que busca um diagnóstico para o filho doente. Já os games no estilo “Escape”, os participantes são desafiados a resolver enigmas e encontrar as pistas necessárias para chegar ao diagnóstico do paciente. Os games estão disponíveis nos links https://app.infogo.com.br/264f97 e https://app.infogo.com.br/306a50.

Além disso, durante a MPS Week serão realizados dois webinários com objetivo de auxiliar pacientes, cuidadores e familiares a lidarem com a nova realidade pós-diagnóstico e compartilhar as principais pesquisas em desenvolvimento sobre a MPS no Brasil, ambos no canal da Casa Hunter no YouTube.

No dia 12, a partir de 18h30, especialistas vão se reunir para discutir os principais desafios impostos pela MPS. O webinário “Guia de Manejo – O que vem depois do diagnóstico?” contará com a participação da Dra. Carolina Fischinger (Geneticista do Hospital das Clínicas de Porto Alegre); Miguel Duarte Ferreira (Diretor Executivo e Sócio Fundador da LatM – Life Sciences Consultants); Antoine Daher (Presidente da Casa Hunter e da Febrararas); e a moderadora Ariadne Guimarães Dias (Relações Institucionais da Casa Hunter).

Já no dia 14, também às 18h30, será realizado o webinário “Pesquisas Clínicas no Brasil – Conheça os estudos em desenvolvimento para MPS” para discutir os estudos que estão em desenvolvimento sobre as MPS no Brasil e quais são as expectativas para o tratamento das doenças.

Essa mesa redonda receberá o Dr. Roberto Giugliani (Médico Geneticista da UFRGS e Consultor da OMS); Dra. Ana Maria Martins (Geneticista e Coordenadora do Centro de Referência em Erros Inatos do Metabolismo); Claudiosvam Martins Alves de Sousa (Coordenador de Pesquisa Clínica de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa); Dr. Jorge Venâncio (Coordenador da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa); Antoine Daher (Presidente da Casa Hunter e da Febrararas) e a moderadora Regina Sider (Diretora Científica da Intrials Clinical Research).

Por fim, no dia 15, ainda às 18h30, a Dra. Dafne Horovitz (Coordenadora Clínica do Departamento de Genética Médica e Serviço de Referência em Doenças Raras da Fiocruz), fará uma palestra sobre a MPS, também no canal do YouTube.

Uma outra ação para a divulgação da patologia é a divulgação da campanha de conscientização da MPS nos pontos de ônibus da cidade de São Paulo, em parceria com a “Otima”, empresa de mobiliário urbano que cedeu gratuitamente os espaços.

A MPS Week conta com o patrocínio das empresas JCR do Brasil, Takeda, Biomarin, Regenxbio, Sigilon Therapeutics e Ultragenyx. O evento tem ainda o apoio da Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras, a Febrararas.

Sobre a Casa Hunter – A Casa Hunter é uma instituição focada no apoio aos pacientes com doenças raras e seus familiares. Homens, mulheres e crianças lutam por direitos básicos, como o diagnóstico preciso e o acesso a tratamento. Nesta luta que atinge, só no Brasil, 13 milhões de pessoas, a instituição fundada em 2013 presta todo tipo de apoio – acesso a especialistas, aparelhos e exames para os que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Há dois anos, a Casa Hunter foi eleita para o NGO Branch, o braço das Nações Unidas para as organizações do Terceiro Setor. Saiba mais: https://casahunter.org.br/

Facebook – https://www.facebook.com/CasaHunterBrasil/
Twitter – https://twitter.com/CasaHunterBR
Instagram – https://www.instagram.com/casa_hunter_oficial
Youtube – https://www.youtube.com/channel/UCo01hp8QRe0GUD1hlI0FgwQ
Linkedin – https://www.linkedin.com/company/24477404/admin/

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Produção de Cinema e COVID: Médica e especialista em biossegurança de sets de filmagem fala sobre os protocolos. 

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“O cinema e a publicidade não pararam e nem podem parar”, afirma médica especialista em protocolos de segurança contra a covid-19 em produções audiovisuais A médica, professora e influencer Alicya Scavello presta consultoria sobre biossegurança para produtoras e afirma que a Covid-19 impôs rotina de cuidados que deverá continuar mesmo após a pandemia A indústria do audiovisual, que não parou durante a pandemia, teve que se adaptar ao “novo normal”.  Inicialmente, diversas gravações ao redor do mundo foram paralisadas com a pandemia do novo coronavírus, entretanto, após um longo período de pandemia, as produtoras se viram obrigadas a retomar os trabalhos. Isso ocorreu nas gravações de novelas, filmes, séries e nas campanhas publicitárias, afinal, nunca se passou tanto tempo em casa e ,consequentemente, em frente às telas, o que gerou crescimento da demanda para estes produtos. “O cinema e toda a indústria audiovisual apresentaram um ‘Boom’ durante a pandemia, com todos em casa a demanda por consumo visual cresceu bastante, desta forma a indústria teve que se adequar à nova realidade, ao ‘novo normal’.

O que mudou foram os processos e cuidados durante as filmagens, que se tornaram mais rígidos, seguindo um protocolo”, afirma a médica Alicya Scavello, que oferece consultoria sobre protocolos de segurança contra a Covid-19 para estaindústria. Ela já trabalhou em produções da Netflix, de grandes marcas como PicPay, O Boticário e de artistas como Ana Vitória e Manu Gavassi. Alicya entrou neste segmento por ser, além de médica, escritora e ter formação artística pela Casa de Artes e Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Sem contar os motivos pessoais: ela perdeu 4 familiares para a doença e seu pai ficou internado em estado grave por 15 dias. ”Tudo isso só me fez ter mais atenção e comprometimento com a biossegurança de todo o ambiente de trabalho”, afirma e influencer.

Desde que a pandemia começou,  ela vive intensamente e diariamente aCovid-19, como médica e como familiar de pacientes. O elenco e todo o staff precisam realizar testes periódicos, todo material deve ser higienizado, atores que precisam ficar sem máscara por motivos artísticos devem permanecer em áreas delimitadas no SET de filmagem, bem como é feito o mapeamento de áreas de risco nas zonas de filmagem, conforme o risco de contaminação. As máscaras podem ser retiradas apenas para tomar água e realizar refeições, o que deve ser feito em ambiente destinado a este fim, com distanciamento dos demais integrantes da equipe em locais e horários previamente estabelecidos. A maquiagem é feita de forma individualizada com utensílios separados para cada ator. Estas são algumas das diretrizes estabelecidas pelos sindicatos e entidades ligadas à categoria. No entanto, segundo Alicya, o monitoramento tem que ser constante. “Aqui o próprios indicato do cinema e as autoridades de saúde desenvolveram um protocolo de segurança que tem sido executado pelas produtoras mais sérias, como este vírus é novo, estamos aprendendo a lidar com ele diariamente, por isso os cuidados são constantes”, explica. Ela ajuda as equipes a aplicarem corretamente as regras, a realizarem as testagens e a preencherem os formulários requisitados aos profissionais antes dos trabalhos, nos quais devem constar informações cruciais, como se já tiveram contato com casos suspeitos ou confirmados da doença. O trabalho é extenso e acontece antes, durante e após cada produção.“Começa já nos encontros para a prova de figurino e na escolha dos locais de filmagem”, explica Alicya. Ela acredita que o cuidado mais básico que veio para ficar é a higienização das mãos. A lavagem constante com água e sabão e o uso de álcool em gel estão entre as mudanças que devem ser incorporadas à rotina do Brasil…

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Por que a morte de famosos mexe tanto com a gente?

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O Dr. Junior Silva, Psicanalista e especialista nesse assunto, conta como superar o luto e o que podemos aprender nessa fase

Estamos vivendo um momento ático em nossas vidas. Por conta da COVID-19 algumas pessoas estão perdendo amigos e familiares, é quase impossível não conhecer alguém que tem uma história para contar sobre essa doença. Na noite da última terça-feira, 4 de maio, o ator e humorista Paulo Gustavo, faleceu, aos 42 anos, vítima de Covid-19. Muitas pessoas, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente, ficaram emocionadas e sofreram com a morte dele. Nas redes sociais havia muitas homenagens e mensagens, realmente houve uma comoção nacional.

Conversamos com o Dr. Junior Silva, Psicanalista, Hipnólogo e Coach, para entender mais o motivo pelo qual a morte de celebridades mexe tanto com as pessoas. Ele também explicou mais sobre o luto e deu algumas dicas valiosas de como passar por esse período.

– O que é o luto?

Dr. Junior Silva: O luto é um conjunto de sentimentos de uma perda significativa, que pode ser gerada por uma morte ou qualquer situação que temos a certeza é irreversível, ou seja, não temos mais o que fazer ou viver com aquela pessoa ou situação.

– Por que o luto é importante?

Dr. Junior Silva: Viver o luto é organizar nossos sentimentos, é encerrar uma etapa da vida e recomeçar com outra que não podemos mudar. Quando reprimimos corremos o risco de trazer consequências emocionais lá na frente, pois o que não é resolvido um dia nossa mente vai cobrar.

Eu atendo uma paciente dos Estado Unidos que não conseguiu viver o luto da perda da mãe, houve negação e devido a distância não conseguiu chegar a tempo para se despedir e vivenciar aquele encerramento de ciclo.

Essa negação do luto trouxe consequências físicas nela, ou seja, tinha dores psicossomáticas que tinham raiz emocional, onde a maioria dos sintomas era o que a mãe tinha na luta pelo câncer. Quando ela vivenciou o luto e se reconciliou com seus sentimentos e a perda, suas dores desapareceram.

– Por que a morte de pessoas famosas mexe com a gente? Por que ficamos tristes e abalados com a perda de uma pessoa que não conhecemos pessoalmente?

Dr. Junior Silva: Quando perdemos um familiar, perdemos alguém que gerou diferentes sentimentos, como, por exemplo, felicidade, mágoas, tristezas, alegrias. É um conjunto de sentimentos e ações que fomos convivendo ao longo da vida. O que não acontece quando perdemos uma celebridade.

A celebridade nos inspira, nos transmite alegria, fé e momentos divertidos. Ao perder uma pessoa famosa que admiramos, perdemos alguém que fala o que não falamos, faz o que não conseguimos, devolve o riso, a inspiração, devolve a esperança que não vemos em nós.

O Paulo Gustavo foi um pessoal incrível e um profissional maravilhoso. Ele transmitia fé e esperança não só nos seus papéis, mas também na sua essência. Nunca estamos preparados para as perdas, e principalmente a morte de pessoas nos inspira a ser melhor, nos diverte e nos dá esperança de uma vida melhor e mais leve.

– Por que não estamos preparados para a morte?

Dr. Junior Silva: Porque não fomos ensinados a perder, não gostamos da perda e muito cultural.

Por exemplo, um país pequeno chamado Butão é considerado o país mais feliz do mundo e como eles lidam com a morte? Eles não veem a morte como fim, mas como uma passagem para uma nova vida onde a pessoa tem o direito de viver o novo. Eles fazem algumas reuniões pós morte para relembrar o legado, o bom que esta pessoa construiu, tendo consciência que se fez o melhor sem dívida um com outro.

– Como podemos passar pelo luto com mais facilidade?

Dr. Junior Silva: A dificuldade de viver o luto acontece muito quando nos sentimos em dívida com quem nos deixou. Por exemplo, não fiz isso, não disse aquilo e agora não posso mais. Vivenciar com mais facilidade é reconhecer o quanto foi importante o outro em nossa vida e que tudo que vivenciamos de positivo ou negativo se tornará daqui para frente um legado de vida e não de destruição.

Dependendo das dívidas que temos e como lidamos, precisamos às vezes de um auxílio profissional.

– O que podemos aprender com o luto?

Podemos aprender com luto que tudo tem o fim e que precisamos vivenciar o hoje como se fosse o último dia! O luto bem vivido nos traz o reconhecimento da importância e o que outro deixou de especial, pois o que perdemos pode não estar mais presente no dia a dia, mas estará no coração para o resto da vida.

“Uma coisa muito importante, o luto não é o fim, mas o começo de um novo tempo de alguém ou de algo que nos ajudou a ser o que somos hoje! Como Padre Marcelo Rossi sempre diz: Saudade sim, tristeza não”, concluí Dr. Junior.

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