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PRIMEIRO FIM DE SEMANA DO ANO COM MÚSICA AO VIVO NO PÁTIO SP

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(cantor Juninho FPA – crédito: divulgação/ Open Chope – crédito: Wellington Nemeth )

Rodízio de petiscos, Open Chope e double moscow mule deixam o happy hour mais animado

Ambiente descontraído, com pé direito alto e bem ventilado, música ao vivo e promoções convidativas para o happy hour. Tudo isso é possível curtir no primeiro fim de semana do ano do Pátio SP – bar de música brasileira localizado na boêmia Vila Madalena.

Vale lembrar que o bar segue os protocolos como por exemplo: distanciamento entre as mesas, proibe a entrada sem máscara, disponibiliza álcool em gel em todas as mesas e QR Code para visualização do cardápio. Atualmente, devido a pandemia, o funcionamento é apenas de sexta das 16h às 22h e sábado e domingo, das 12h às 22h.

Na sexta (15/01) quem se apresenta é o cantor Blá. No sábado (16) é a vez de Juninho FPA, com mix musical. O domingo (17/01) terá o cantor Blá de volta ao palco.

Para o happy hour das  sextas, cinco tipos de drinques – entre tradicionais e especialidades da casa – estão com preço especialR$ 19,90 cada. Alguns chegam a ter o preço reduzido em 40%. Entre os clássicos, Gim tônica – Gim Gordon´s, água tônica e limão (preço normal R$30) e Mó Agito (como foi batizado o Mojito) – Rum, folhas de hortelã, suco de limão, xarope de açúcar e água gaseificada (preço normal R$ 28). Os que levam a assinatura do bar, estão o Cardeal Arcoverde – Gim Gordon´s com água tônica aromatizada com angostura, twist de limão siciliano, limão taiti e canela em pau (preço normal R$ 32), Pátio do Colégio – vodca Absolut com infusão de amoras, purê de morangos, lichia, aipo e bitter de laranja (preço normal R$ 28) e caipirinha Morena – Cachaça Leblon, limão taiti, suco de limão siciliano e rapadura (preço normal R$ 25).

Aos sábados tem a deliciosa feijoada, a R$ 50 por pessoa, que também pode ser saboreada em casa ao pedir pelo iFood ou pelo whatsapp (11 – 9.6180.5650) e retirar; ambos, das 12h às 17h. Disponível para duas pessoas (R$ 81,60) ou em porção individual (R$ 55,25), a feijoada vai acompanhada de arroz, torresmo crocante, farofa, couve, banana à milanesa, mandioca, laranja, vinagrete e molho de feijão com pimenta. Quem for retirar, paga um pouco menos: R$ 75 e R$ 55, respectivamente.

Aos domingos é a vez de Double Moscow Mule – vodca Smirnoff, limão, xarope de açúcar, espuma de gengibre – (R$ 30). Até às 19 horas, pediu um, ganha outro.

Além disso, nas sextas e domingos, o bar também tem Open Chope, a R$ 44,90 por pessoa, e rodízio de petiscos no sistema, “coma à vontade”, por R$ 24,90 por pessoa: batata rústica, polenta frita, pastel (carne queijo), coxinha de frango e sanduba de carne louca.  

Pátio SP     

A esquina das ruas Mourato Coelho com a Wisard já virou point na boêmia Vila Madalena. Sextas, sábados e domingos, animados, marcam o ponto privilegiado do bairro, que atrai a frequência de moradores de outros lugares da cidade. Pelas grandes portas envidraçadas que separam a calçada do bar, é possível ver a galera entusiasmada que procura o local para curtir as atrações musicais, os bons drinks e petiscos servidos na casa.

Para Christian Caballero, sócio da casa, o Pátio SP conseguiu conquistar o público que gosta de frequentar um ambiente bonito, que tem jardim vertical, grafite na parede, teto retrátil e mobiliário feito de pallets reciclados; com boa comida e bebida e música ao vivo eclética e de qualidade. “O bar é a cara de São Paulo, que prima pelo atendimento e onde o paulistano se sente em casa e o turista vai conseguir entender um pouco da cidade”, diz Caballero.

No cardápio há o resgate de itens como sandubinha de carne-louca, pavê de chocolate e pudim de leite, que faz lembrar comida de vó e das boas festas de família. Ao mesmo tempo, serve petiscos que não podem faltar na mesa de um bom bar, como espeto de carne com farofa e vinagrete, croquete de costela, dadinhos de tapioca e calabresa acebolada.

Na parte de coquetelaria, a ideia é oferecer bebidas e drinques que passeiam entre os clássicos, autorais e especialidades do Pátio SP. Uma seleção inspirada em pontos turísticos da cidade, como Mourato Coelho e Pátio do Colégio, por exemplo, e em brasilidades, como a rapadura e a caipirinha, fazem sucesso.

Pátio SP Bar –  Rua Mourato Coelho, 1.272, Vila Madalena, São Paulo

Tel.: (11) 9.4571.6510

Facebook: facebook.com/patiosp

Instagram: @patiospbar

www.patiosp.com.br

Horário de funcionamento (temporário): sexta, das 16h às 22h, e sábado e domingo, das 12h às 22h 

Cartão de crédito: Visa, Mastercard, Amex

Cartão de débito: Visa, Mastercard e Amex

Tickets eletrônicos: Não

Aceita cheque: Não

Valet: sim – R$ 25

Capacidade: 285 pessoas (temporariamente reduzida)

Som ambiente: Sim

Música ao vivo: sim

Aceita reserva: Sim

Wi-fi: Sim

Mesas ao ar livre: teto retrátil

Acesso para deficientes: sim

Atividade para crianças: não  

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15 de maio marca o Dia Internacional de Conscientização das Mucopolissacaridoses.

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Estima-se que 13 milhões de brasileiros sofram com alguma doença rara; destas, apenas 4% possuem tratamento

Existem entre 6 e 8 mil doenças raras no mundo, entre elas as Mucopolissacaridoses (MPS).

O 15 de maio marca o Dia Internacional de Conscientização das Mucopolissacaridoses.

As MPS representam um grupo de doenças ultrarraras cujo diagnóstico em geral tarda muitos anos.

A Casa Hunter promove ações de conscientização e lança games para explicar a jornada do paciente.

São Paulo, 11 de maio de 2021 – Imagine que você tem um filho pequeno e que, à medida em que ele cresce, começam a ser observadas algumas diferenças no desenvolvimento em comparação com outras crianças. Você passa em médicos especialistas, faz uma série de exames, mas o diagnóstico final demora de 4 a 5 anos e, ainda assim, os desafios são inúmeros. Essa é, em geral, a jornada dos pacientes com doenças raras.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem de 6 a 8 mil doenças raras no mundo; destas, apenas 4% contam com algum tipo de tratamento e 30% dos pacientes morrem antes dos cinco anos de idade. No Brasil, estima-se que 13 milhões de pessoas tenham alguma doença rara¹.

Um exemplo são as Mucopolissacaridoses (MPS), doenças genéticas que fazem parte do grupo dos erros inatos do metabolismo. Nas MPS, a produção de enzimas responsáveis pela degradação de alguns compostos é afetada e o acúmulo destes no organismo do paciente, de forma progressiva, provoca diversas manifestações.

Entre as consequências das MPS, podem estar: limitações articulares, perda auditiva, problemas respiratórios e cardíacos, aumento do fígado e baço e déficit neurológico.

A incidência das Mucopolissacaridoses é de cerca de 1 para cada 20 mil nascidos vivos². De acordo com a enzima que se encontra deficiente, a Mucopolissacaridose pode ser classificada em 11 tipos diferentes de MPS3.

No Brasil, o tipo II, conhecido como Síndrome de Hunter, é o mais prevalente – são 0,48 para cada 100.000 nascidos vivos², com uma média de 13 novos casos ao ano. Ocorrendo quase exclusivamente pessoas do sexo masculino, a MPS II, sem o tratamento adequado, pode causar a morte do paciente já na segunda década de vida.

De acordo com dados da Rede MPS, entre os anos 1982 e 2019, foram diagnosticados 493 pacientes com a MPS tipo II, e essa doença pode ganhar um novo aliado no diagnóstico com a aprovação do Projeto de Lei que visa a ampliar as doenças que devem fazer parte do Teste do Pezinho realizado no âmbito do SUS.

Diagnóstico – Assim como nas demais doenças raras, as MPS são de difícil diagnóstico, uma vez que há múltiplos sintomas e muitos são comuns a outras patologias. O diagnóstico correto e precoce das MPS é fundamental para propiciar uma melhor qualidade de vida aos pacientes. Um teste do pezinho ampliado poderia detectar mais de 50 doenças, permitindo seu tratamento precoce e trazendo mais qualidade de vida aos pacientes.

Tratamento – A MPS não tem cura, mas com tratamento adequado é possível controlar a doença e aumentar a expectativa de vida do paciente. Segundo o geneticista e professor do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Dr Roberto Giugliani, a Terapia de Reposição Enzimática (TRE) foi um importante avanço no tratamento das MPS, embora tenha algumas limitações, como o fato de não penetrar no sistema nervoso.

“Novas enzimas capazes de cruzar a barreira sangue-cérebro permitem tratar as manifestações neurológicas a partir de uma enzima administrada na veia. A combinação dessas novas tecnologias de tratamento com o diagnóstico precoce, idealmente através do teste do pezinho, trará um ganho significativo na qualidade de vida dos pacientes com MPS”, explica Dr. Roberto Giugliani.

Casa Hunter promove ações de conscientização e lança games para explicar a jornada do paciente

O dia 15 de maio é marcado pelo Dia Internacional de Conscientização das Mucopolissacaridoses e a data tem como objetivo dar mais visibilidade à doença e disseminar informações para familiares, cuidadores, sociedade em geral e para a comunidade médica.

No Brasil, a Casa Hunter, ONG dedicada a apoiar pacientes que possuem doenças raras, em especial a MPS Tipo II, realizará a MPS Week, uma semana temática, com eventos online e ações de conscientização para aumentar o conhecimento sobre essa enfermidade.

“Nosso objetivo é aumentar o conhecimento a respeito da patologia, facilitando o diagnóstico e o tratamento dos pacientes. Somente dando visibilidade ao tema temos a oportunidade de advogar em favor dos pacientes”, explica Antoine Daher, presidente da Casa Hunter e da Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras, a Febrararas.

Entre as ações organizadas pela Casa Hunter estão jogos virtuais desenvolvidos para mostrar o dia a dia de um paciente com MPS Tipo II, que de maneira lúdica, trazem informações sobre a doença.

Na “Jornada do Paciente”, o jogador é imerso na história de uma família que busca um diagnóstico para o filho doente. Já os games no estilo “Escape”, os participantes são desafiados a resolver enigmas e encontrar as pistas necessárias para chegar ao diagnóstico do paciente. Os games estão disponíveis nos links https://app.infogo.com.br/264f97 e https://app.infogo.com.br/306a50.

Além disso, durante a MPS Week serão realizados dois webinários com objetivo de auxiliar pacientes, cuidadores e familiares a lidarem com a nova realidade pós-diagnóstico e compartilhar as principais pesquisas em desenvolvimento sobre a MPS no Brasil, ambos no canal da Casa Hunter no YouTube.

No dia 12, a partir de 18h30, especialistas vão se reunir para discutir os principais desafios impostos pela MPS. O webinário “Guia de Manejo – O que vem depois do diagnóstico?” contará com a participação da Dra. Carolina Fischinger (Geneticista do Hospital das Clínicas de Porto Alegre); Miguel Duarte Ferreira (Diretor Executivo e Sócio Fundador da LatM – Life Sciences Consultants); Antoine Daher (Presidente da Casa Hunter e da Febrararas); e a moderadora Ariadne Guimarães Dias (Relações Institucionais da Casa Hunter).

Já no dia 14, também às 18h30, será realizado o webinário “Pesquisas Clínicas no Brasil – Conheça os estudos em desenvolvimento para MPS” para discutir os estudos que estão em desenvolvimento sobre as MPS no Brasil e quais são as expectativas para o tratamento das doenças.

Essa mesa redonda receberá o Dr. Roberto Giugliani (Médico Geneticista da UFRGS e Consultor da OMS); Dra. Ana Maria Martins (Geneticista e Coordenadora do Centro de Referência em Erros Inatos do Metabolismo); Claudiosvam Martins Alves de Sousa (Coordenador de Pesquisa Clínica de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa); Dr. Jorge Venâncio (Coordenador da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa); Antoine Daher (Presidente da Casa Hunter e da Febrararas) e a moderadora Regina Sider (Diretora Científica da Intrials Clinical Research).

Por fim, no dia 15, ainda às 18h30, a Dra. Dafne Horovitz (Coordenadora Clínica do Departamento de Genética Médica e Serviço de Referência em Doenças Raras da Fiocruz), fará uma palestra sobre a MPS, também no canal do YouTube.

Uma outra ação para a divulgação da patologia é a divulgação da campanha de conscientização da MPS nos pontos de ônibus da cidade de São Paulo, em parceria com a “Otima”, empresa de mobiliário urbano que cedeu gratuitamente os espaços.

A MPS Week conta com o patrocínio das empresas JCR do Brasil, Takeda, Biomarin, Regenxbio, Sigilon Therapeutics e Ultragenyx. O evento tem ainda o apoio da Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras, a Febrararas.

Sobre a Casa Hunter – A Casa Hunter é uma instituição focada no apoio aos pacientes com doenças raras e seus familiares. Homens, mulheres e crianças lutam por direitos básicos, como o diagnóstico preciso e o acesso a tratamento. Nesta luta que atinge, só no Brasil, 13 milhões de pessoas, a instituição fundada em 2013 presta todo tipo de apoio – acesso a especialistas, aparelhos e exames para os que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Há dois anos, a Casa Hunter foi eleita para o NGO Branch, o braço das Nações Unidas para as organizações do Terceiro Setor. Saiba mais: https://casahunter.org.br/

Facebook – https://www.facebook.com/CasaHunterBrasil/
Twitter – https://twitter.com/CasaHunterBR
Instagram – https://www.instagram.com/casa_hunter_oficial
Youtube – https://www.youtube.com/channel/UCo01hp8QRe0GUD1hlI0FgwQ
Linkedin – https://www.linkedin.com/company/24477404/admin/

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Produção de Cinema e COVID: Médica e especialista em biossegurança de sets de filmagem fala sobre os protocolos. 

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“O cinema e a publicidade não pararam e nem podem parar”, afirma médica especialista em protocolos de segurança contra a covid-19 em produções audiovisuais A médica, professora e influencer Alicya Scavello presta consultoria sobre biossegurança para produtoras e afirma que a Covid-19 impôs rotina de cuidados que deverá continuar mesmo após a pandemia A indústria do audiovisual, que não parou durante a pandemia, teve que se adaptar ao “novo normal”.  Inicialmente, diversas gravações ao redor do mundo foram paralisadas com a pandemia do novo coronavírus, entretanto, após um longo período de pandemia, as produtoras se viram obrigadas a retomar os trabalhos. Isso ocorreu nas gravações de novelas, filmes, séries e nas campanhas publicitárias, afinal, nunca se passou tanto tempo em casa e ,consequentemente, em frente às telas, o que gerou crescimento da demanda para estes produtos. “O cinema e toda a indústria audiovisual apresentaram um ‘Boom’ durante a pandemia, com todos em casa a demanda por consumo visual cresceu bastante, desta forma a indústria teve que se adequar à nova realidade, ao ‘novo normal’.

O que mudou foram os processos e cuidados durante as filmagens, que se tornaram mais rígidos, seguindo um protocolo”, afirma a médica Alicya Scavello, que oferece consultoria sobre protocolos de segurança contra a Covid-19 para estaindústria. Ela já trabalhou em produções da Netflix, de grandes marcas como PicPay, O Boticário e de artistas como Ana Vitória e Manu Gavassi. Alicya entrou neste segmento por ser, além de médica, escritora e ter formação artística pela Casa de Artes e Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Sem contar os motivos pessoais: ela perdeu 4 familiares para a doença e seu pai ficou internado em estado grave por 15 dias. ”Tudo isso só me fez ter mais atenção e comprometimento com a biossegurança de todo o ambiente de trabalho”, afirma e influencer.

Desde que a pandemia começou,  ela vive intensamente e diariamente aCovid-19, como médica e como familiar de pacientes. O elenco e todo o staff precisam realizar testes periódicos, todo material deve ser higienizado, atores que precisam ficar sem máscara por motivos artísticos devem permanecer em áreas delimitadas no SET de filmagem, bem como é feito o mapeamento de áreas de risco nas zonas de filmagem, conforme o risco de contaminação. As máscaras podem ser retiradas apenas para tomar água e realizar refeições, o que deve ser feito em ambiente destinado a este fim, com distanciamento dos demais integrantes da equipe em locais e horários previamente estabelecidos. A maquiagem é feita de forma individualizada com utensílios separados para cada ator. Estas são algumas das diretrizes estabelecidas pelos sindicatos e entidades ligadas à categoria. No entanto, segundo Alicya, o monitoramento tem que ser constante. “Aqui o próprios indicato do cinema e as autoridades de saúde desenvolveram um protocolo de segurança que tem sido executado pelas produtoras mais sérias, como este vírus é novo, estamos aprendendo a lidar com ele diariamente, por isso os cuidados são constantes”, explica. Ela ajuda as equipes a aplicarem corretamente as regras, a realizarem as testagens e a preencherem os formulários requisitados aos profissionais antes dos trabalhos, nos quais devem constar informações cruciais, como se já tiveram contato com casos suspeitos ou confirmados da doença. O trabalho é extenso e acontece antes, durante e após cada produção.“Começa já nos encontros para a prova de figurino e na escolha dos locais de filmagem”, explica Alicya. Ela acredita que o cuidado mais básico que veio para ficar é a higienização das mãos. A lavagem constante com água e sabão e o uso de álcool em gel estão entre as mudanças que devem ser incorporadas à rotina do Brasil…

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Por que a morte de famosos mexe tanto com a gente?

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O Dr. Junior Silva, Psicanalista e especialista nesse assunto, conta como superar o luto e o que podemos aprender nessa fase

Estamos vivendo um momento ático em nossas vidas. Por conta da COVID-19 algumas pessoas estão perdendo amigos e familiares, é quase impossível não conhecer alguém que tem uma história para contar sobre essa doença. Na noite da última terça-feira, 4 de maio, o ator e humorista Paulo Gustavo, faleceu, aos 42 anos, vítima de Covid-19. Muitas pessoas, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente, ficaram emocionadas e sofreram com a morte dele. Nas redes sociais havia muitas homenagens e mensagens, realmente houve uma comoção nacional.

Conversamos com o Dr. Junior Silva, Psicanalista, Hipnólogo e Coach, para entender mais o motivo pelo qual a morte de celebridades mexe tanto com as pessoas. Ele também explicou mais sobre o luto e deu algumas dicas valiosas de como passar por esse período.

– O que é o luto?

Dr. Junior Silva: O luto é um conjunto de sentimentos de uma perda significativa, que pode ser gerada por uma morte ou qualquer situação que temos a certeza é irreversível, ou seja, não temos mais o que fazer ou viver com aquela pessoa ou situação.

– Por que o luto é importante?

Dr. Junior Silva: Viver o luto é organizar nossos sentimentos, é encerrar uma etapa da vida e recomeçar com outra que não podemos mudar. Quando reprimimos corremos o risco de trazer consequências emocionais lá na frente, pois o que não é resolvido um dia nossa mente vai cobrar.

Eu atendo uma paciente dos Estado Unidos que não conseguiu viver o luto da perda da mãe, houve negação e devido a distância não conseguiu chegar a tempo para se despedir e vivenciar aquele encerramento de ciclo.

Essa negação do luto trouxe consequências físicas nela, ou seja, tinha dores psicossomáticas que tinham raiz emocional, onde a maioria dos sintomas era o que a mãe tinha na luta pelo câncer. Quando ela vivenciou o luto e se reconciliou com seus sentimentos e a perda, suas dores desapareceram.

– Por que a morte de pessoas famosas mexe com a gente? Por que ficamos tristes e abalados com a perda de uma pessoa que não conhecemos pessoalmente?

Dr. Junior Silva: Quando perdemos um familiar, perdemos alguém que gerou diferentes sentimentos, como, por exemplo, felicidade, mágoas, tristezas, alegrias. É um conjunto de sentimentos e ações que fomos convivendo ao longo da vida. O que não acontece quando perdemos uma celebridade.

A celebridade nos inspira, nos transmite alegria, fé e momentos divertidos. Ao perder uma pessoa famosa que admiramos, perdemos alguém que fala o que não falamos, faz o que não conseguimos, devolve o riso, a inspiração, devolve a esperança que não vemos em nós.

O Paulo Gustavo foi um pessoal incrível e um profissional maravilhoso. Ele transmitia fé e esperança não só nos seus papéis, mas também na sua essência. Nunca estamos preparados para as perdas, e principalmente a morte de pessoas nos inspira a ser melhor, nos diverte e nos dá esperança de uma vida melhor e mais leve.

– Por que não estamos preparados para a morte?

Dr. Junior Silva: Porque não fomos ensinados a perder, não gostamos da perda e muito cultural.

Por exemplo, um país pequeno chamado Butão é considerado o país mais feliz do mundo e como eles lidam com a morte? Eles não veem a morte como fim, mas como uma passagem para uma nova vida onde a pessoa tem o direito de viver o novo. Eles fazem algumas reuniões pós morte para relembrar o legado, o bom que esta pessoa construiu, tendo consciência que se fez o melhor sem dívida um com outro.

– Como podemos passar pelo luto com mais facilidade?

Dr. Junior Silva: A dificuldade de viver o luto acontece muito quando nos sentimos em dívida com quem nos deixou. Por exemplo, não fiz isso, não disse aquilo e agora não posso mais. Vivenciar com mais facilidade é reconhecer o quanto foi importante o outro em nossa vida e que tudo que vivenciamos de positivo ou negativo se tornará daqui para frente um legado de vida e não de destruição.

Dependendo das dívidas que temos e como lidamos, precisamos às vezes de um auxílio profissional.

– O que podemos aprender com o luto?

Podemos aprender com luto que tudo tem o fim e que precisamos vivenciar o hoje como se fosse o último dia! O luto bem vivido nos traz o reconhecimento da importância e o que outro deixou de especial, pois o que perdemos pode não estar mais presente no dia a dia, mas estará no coração para o resto da vida.

“Uma coisa muito importante, o luto não é o fim, mas o começo de um novo tempo de alguém ou de algo que nos ajudou a ser o que somos hoje! Como Padre Marcelo Rossi sempre diz: Saudade sim, tristeza não”, concluí Dr. Junior.

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