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Fórum Paulista de Surf formará 90 árbitros e debaterá conquistas e desafios do esporte

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Com 30 campeonatos por final de semana, a demanda por profissionais motivou a maior capacitação de árbitros da história do surf brasileiro

De 03 a 05 de agosto, a Câmara Municipal de São Paulo (Palácio Anchieta) recebe o Fórum Paulista de Surf, evento que realizará a formação de cerca de 90 árbitros de surf e debaterá os rumos do esporte – de patrocínio à preparação. Com o surf na crista da onda, e o marco do primeiro ouro olímpico para Ítalo Ferreira, as pranchas estão se popularizando tanto quanto a bola de futebol. A estimativa é que a cada final de semana, cerca de 30 campeonatos aconteçam no litoral brasileiro, formando a nova geração de campeões. Com isso, também cresce a necessidade de árbitros qualificados para o esporte.

“Cada final de semana no Brasil devem ocorrer, no mínimo, de 20 a 30 campeonatos somando todos os estados, a demanda é gigante, pois a dimensão continental do nosso país e seu imenso litoral são propícios para o esporte. Além disso, com os resultados dos brasileiros no circuito mundial, muitos atletas almejam a profissionalização e os títulos. Tudo isso corrobora para a crescente necessidade de qualificação e atualização de juízes de surf, que é o objetivo dentro do fórum”, comenta Sérgio Gadelha, coordenador geral do curso e árbitro chefe da ISA, WSL South America e CBSurf.

Para o curso “ISA – Juiz Nível 1”, foram disponibilizadas 50 vagas presenciais e 40 vagas online, já preenchidas. Com o intuito de desenvolver ainda mais a potência do esporte no país, todas as federações estaduais filiadas à CBSurf, além das associações municipais do estado de São Paulo, tiveram o direito a 2 vagas e a inscrição, no valor de 120 dólares, custeada pela organização do evento. 

Debates sobre o surf

O último dia do Fórum será marcado por palestras e debates com um panorama sobre conquistas e desafios do surf brasileiro. A programação começa a partir das 14h no Palácio Anchieta, Câmara Municipal de São Paulo. Serão explorados temas como o mercado e patrocínio esportivo, mídia e jornalismo especializado, o papel do treinador no desenvolvimento de talentos, preparação física, e com destaque ao Surf Feminino.

O painel de encerramento do evento começa às 18h40 e será sobre gestão pública esportiva, com a presença do vereador George Hato; o secretário municipal de esportes de São Paulo, Cacá Vianna; Rodrigão, Secretário Municipal de Esportes da Praia Grande; e o Secretário Municipal de Esportes de Bertioga, Danilo Leme.

05 DE AGOSTO DE 2022

PROGRAMAÇÃO

PALESTRAS E MESAS-REDONDA

 

1)  MERCADO E PATROCÍNIO ESPORTIVO (14h00 às 14h50)

– Evandro Abreu (case Super Surf)

 

2) MÍDIA E JORNALISMO ESPECIALIZADO (15h00 às 15h40)

– Bruno Bocayuva

 

3) O papel do treinador no desenvolvimento de talentos para o surfe:  uma perspectiva de longo prazo (15h50 até 16h40)

– Paulo Kid

– Pedro Ivo Simione

 

4) PREPAÇÃO FÍSICA E CONDICIONAMENTO PARA COMPETIÇÕES (16h50 até 17h40)

– Prof. Flavio Ascânio

– Marcus Vinicius (Surfuncional)

 

5) SURF FEMININO (17h50 até 18h30)

– Marina Werneck

– Diolanda Vaz (ABSF)

– Carolina Moura (ASF)

– Débora Gesualdo (Coletivo Longarinas)

 

6) GESTÃO PÚBLICA ESPORTIVA (18h40 até 19h30)

– George Hato (vereador SP)

– Cacá Vianna (Secretário Municipal de Esportes de SP)

– Rodrigão (Secretário Municipal de Esportes da Praia Grande)

– Danilo Leme (Secretário Municipal de Esportes de Bertioga)


O evento tem homologação da International Surfing Association – ISA, supervisão da Confederação Brasileira de Surf – CBSurf e idealização da Associação Santos de Surf (ASS), Associação Bertioguense de Surf (ABS), Associação de Surf da Grande São Paulo (ASGSP). A realização é da Prefeitura de São Paulo, através da Secretaria Municipal de Esportes.

 

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Circuito Universitário de Skate invade o CEU Butantã

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As seis categorias foram disputadas neste final de semana em São Paulo e agora os skatistas se preparam para a 2ª etapa, em outubro

Com o intuito de incentivar os skatistas a seguirem seus estudos, a 13ª edição do Circuito Universitário de Skate reuniu mais de 60 skatistas para a primeira fase do desafio, que aconteceu no CEU Butantã, em São Paulo nos dias 24 e 25 de setembro, e iniciou a disputa por uma bolsa de estudo para graduação ou pós-graduação da Faculdade UniSantanna.

Organizado pela Associação de Skate Universitário (ASU), com realização da Secretaria de Esportes e Lazer da Prefeitura de São Paulo, o campeonato contou com três categorias divididas entre as modalidades Street e a Park – Master, Feminina e Masculina.

“Começamos em grande estilo essa 13ª edição do Circuito Universitário de Skate, com representantes em todas as modalidade e categorias, além de muitos nomes novos que participaram do evento pela primeira vez, indicando uma boa renovação de skatistas” afirma Marco Ferragina, vice-presidente da Associação de Skate Universitário.

© MarceloMug

O local do evento também foi bastante elogiado. “Depois de 07 anos retornamos ao CEU Butantã e fomos muito bem recebidos pela comunidade local. O Skate universitário agradece a receptividade” afirma Fernando Juruna, locutor oficial do Circuito Universitário de Skate desde 2009.

Campeões da rodada

Na modalidade Street, os vencedores de cada categoria foram: Joabe Moisés Nascimento – Unicsul (Masculino), Carina de Almeida – Centro Universitário Central Paulista (Feminino) e Fabio Martins de Carvalho – Metodista (Master). Já na modalidade Park, que acontece em um banks, os vencedores são: Marcelo Bueno Prado – Anhembi Morumbi (Masculino), Maria Eduarda Nocera – Centro Universitário Fundação Santo André (Feminino) e Marcelo Pontes – Unítalo (Master).

Um dos diferenciais, a categoria Master – para skatistas universitários a partir de 35 anos – foi destaque entre o número de inscritos. “Foi um grande acerto a abertura da categoria Master desde a última edição, tivemos mais uma vez um número expressivo de skatistas participantes de várias regiões do país”, afirma Marcos Camazano, dirigente da ASU e diretor-técnico do evento.

No ranking de resultados por universidades, a Unip ficou em primeiro lugar, seguida por Anhembi Morumbi, Sumaré em terceiro, Metodista em quarto e USP em quinto. No total alunos de 15 universidades diferentes participaram da competição. O ranking geral está disponível no seguinte link: https://liveheats.com.br/events/48524

A realização da 13ª edição contou com o apoio do vereador George Hato, que comemorou a missão do Circuito Universitário de Skate: “O apoio do nosso gabinete ao projeto do Circuito Universitário de Skate celebra a inovadora ponte que a iniciativa cria entre esporte e educação. Estou muito satisfeito em apoiar um projeto como esse, que oferece bolsas de estudo e oportunidades inéditas de desenvolvimento esportivo e educacional”, comemorou.

Etapa II: 22 e 23 de outubro

Agora, os skatistas se preparam para o próximo encontro do desafio. A 2ª etapa acontecerá nos dias 22 e 23 de outubro no Centro de Esportes Radicais do Bom Retiro, em São Paulo. A inscrição é gratuita e pode ser feito na semana anterior à etapa pela plataforma LiveHeats, mas os participantes precisam estar cursando ou já terem se formado em uma instituição de ensino superior do estado reconhecida pelo MEC.

Além da UniSantanna, esta edição ainda recebe o apoio da Diet Skateboards, da Brabois Skateshop, da Federação Universitária Paulista de Esportes – FUPE e da Prefeitura de São Paulo.

Fotos: ©MarceloMug
https://www.dropbox.com/sh/6sfuwi35ec2gj1a/AACknNEtPJhSjUbQIoQhpRPea?dl=0

 

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Mais de 60 atletas participaram dos Jogos Brasileiros para Transplantados em Curitiba

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Competição aconteceu no início de setembro e resultados oficiais foram divulgados nesta semana.

Uma celebração para uma segunda chance de viver. Esse foi o resumo da 2ª edição dos Jogos Brasileiros para Transplantados, que aconteceu de 01 a 04 de setembro em Curitiba. O evento contou com 68 atletas transplantados inscritos de todo o País e da América Latina para competir em sete modalidades: atletismo, corrida de rua ou caminhada, ciclismo, natação, tênis, tênis de mesa e triatlo virtual. Os resultados oficiais foram divulgados nesta semana e podem ser conferidos no site da competição – www.jbtxcuritiba.com.br.

“Nosso principal objetivo foi cumprido. Além de reunir essas pessoas e ressaltar a importância da atividade física, queremos chamar a atenção e aumentar a percepção do público geral sobre a importância da doação de órgãos”, comenta o presidente da Associação Brasileira de Transplantados (ABTx), Edson Arakaki. A Associação realizou o evento junto da Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude de Curitiba (Smelj).

Prova de ciclismo reuniu diversos atletas transplantados.
Divulgação

Liège Gautério, de 49 anos, fez um transplante de pulmão há 10 anos e esteve no podium como vice-campeã da corrida de 5 km. Ela destaca que o evento foi um “momento especial de confraternização e de celebração da vida através do esporte”.

Tênis foi outra modalidade disputada no JBTX.
Divulgação

Carlos Rezende, o Professor Carlão, competiu no ciclismo e na corrida de 5 km, e ainda protagonizou junto de seu doador, o Luiz Eduardo Pereira, o Dudu, Desafio 200 Sangue Bom. Os dois, que tiveram suas vidas conectadas quando Carlão, diagnosticado com uma doença sanguínea passou pelo transplante de medula, doada por Dudu, percorreram 200 km pedalando entre as cidades de Rio Azul-PR até a capital do Estado, Curitiba. O desafio iniciou no dia 31 de agosto e a chegada foi no dia 01 de setembro, exatamente na Abertura dos Jogos Brasileiros para Transplantados (JBTx).

“Estou Atleta Transplantado graças a um gesto de amor chamado doação de medula óssea. Com o esporte, celebramos a vida e o amor ao próximo”, resumiu o atleta.

A 2ª edição dos Jogos foi finalizada com a corrida de rua.
Divulgação

Sobre o JBTX

A primeira edição dos Jogos aconteceu em 2019 e reuniu cerca de 60 atletas transplantados, de 7 a 73 anos de todas as regiões do País. A competição também tem uma edição latino-americana e outra mundial e Curitiba foi a pioneira em um campeonato nacional.  Em razão da pandemia os Jogos ficaram dois anos suspensos e agora, em 2022, voltaram a acontecer na capital paranaense.

Medalhas para os participantes.
Divulgação

Dentre os principais benefícios da atividade física estão o combate ao excesso de peso; a melhora na autoestima; diminuição da depressão, estresse e cansaço; aumento da disposição; fortalecimento do sistema imune; melhora da força e resistência muscular; fortalecimento dos ossos e das articulações; diminuição do risco de doenças cardiovasculares.

A 2ª edição dos Jogos Brasileiros para Transplantados contou com o apoio das entidades – Abrale – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, ABTO – Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, Instituto #deixevivo, Instituto Gabriel, Instituto Sangue Bom, Instituto Sou Doador, Liga Atletas TX, Se Mexe Tx.

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O racismo contra o jogador Vinicius Júnior

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Presidente da ADDP (Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor), Francisco Gomes Júnior comenta sobre as medidas cabíveis no caso ocorrido na Espanha

Boa parte do mundo ficou chocada com os últimos acontecimentos na Espanha envolvendo o jogador brasileiro Vinicius Júnior do Real Madrid. Inicialmente, no programa de TV El Chiringuito, o agente de jogadores Pedro Bravo disse que Vinicius Jr. “precisava deixar de fazer macaquice”. Com a imensa repercussão negativa de sua fala nas redes sociais pelo mundo, o mesmo explicou que o termo utilizado não era racista.

O discurso teve repercussão e no clássico entre Real Madrid e Atlético de Madri uma parte da torcida do Atlético xingou Vinicius Jr. fora do estádio e durante a partida, novamente com frases racistas. O episódio trouxe à tona, mais uma vez, a reflexão sobre o racismo no futebol europeu que parece se fortalecer cada vez mais.

De acordo com o advogado constitucionalista Francisco Gomes Júnior, o que aconteceu com Vinicius Junior foi ‘um show de horrores com racismo e xenofobia’. “A fala inicial, além da ofensa racial, ainda dizia “vá bailar na sua terra e não aqui”. Não houve em nenhum momento um pedido direto de desculpas, mas foram utilizados subterfúgios para justificar a frase dita. E, está evidente a discriminação contra Vinicius Junior e outros jogadores de outros países. A intolerância começa a dominar torcidas europeias, como a do Atlético de Madrid”.

Existem fatos que corroboram tal opinião. Na temporada passada da Liga dos Campeões da Europa, parte da torcida do Atlético de Madrid fez saudações nazistas no jogo de ida das quartas de final do torneio. Foi aplicada uma punição e o Atlético perdeu 5 mil ingressos para o jogo de volta em Madri. Anteriormente, o jogador senegalês Papa Diop também foi xingado de “macaco” pela torcida do mesmo Atlético, quando jogava pelo Levante. E todos se recordam quando jogaram uma banana em direção a Daniel Alves, que a comeu e declarou, na época, “que estava na Espanha há 11 anos e há 11 anos é dessa maneira”.

“Não se pode dizer que é um caso isolado na Espanha, parece recorrente. E até agora nenhuma punição efetiva foi imposta, como a perda de pontos no campeonato ou mesmo o rebaixamento do clube envolvido em tais práticas. Se há um aparente racismo estrutural com visão colonizadora contra imigrantes e pretos em especial, algo mais drástico deve ser feito. Não se trata um câncer com um comprimido para dor de cabeça”, complementa o especialista.

Após a imensa repercussão global, o Atlético foi denunciado junto a La Liga, organizadora do campeonato espanhol, pelas ofensas racistas contra Vinicius Júnior. A dúvida é se haverá efetiva punição ou mais uma vez a aplicação de uma multa ou perda de ingressos.

Francisco Gomes Júnior
Divulgação

Francisco Gomes Júnior – Sócio da OGF Advogados. Presidente da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP). Autor do livro Justiça Sem Limites. Instagram: https://www.instagram.com/franciscogomesadv/

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