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Cultura

Com mural “Seja Luz”, Eduardo Kobra

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Com mural “Seja Luz”, Eduardo Kobra instiga a repensar valores e fazer a diferença

Kobra terminou em São Paulo o mural Seja Luz, mais uma obra com o tema da pandemia do Covid-19. Segundo o artista, esse trágico momento de pandemia deve levar a humanidade a repensar valores. “Cada um precisa refletir sobre que tipo de entrega e atitude deve ter para ser luz na escuridão”, diz o muralista. “Acima de tudo é preciso ser luz na vida de alguém e fazer a diferença. É fundamental, mais que só ficar nas palavras e nas Redes Sociais, ouvir o outro, pensar no outro e fazer o bem”, afirma.

 

O artista urbano Eduardo Kobra terminou em São Paulo o mural “Seja Luz”, mais uma obra com o tema da pandemia do Covid-19. O mural de 30 metros de altura por sete metros de largura fica na rua Oscar Freire, nos Jardins. Pintado com esmalte, látex acrílico e spray, demorou cerca de duas semanas para ser realizado.

Foto noturna do mural Seja Luz, de Eduardo Kobra
drone.cyrillo

Segundo o artista, que no mural pintou “O Pensador”, de Auguste Rodin (1840 a 1917), dentro de uma lâmpada, esse trágico momento de pandemia deve levar a humanidade a repensar valores. “Cada um precisa refletir sobre que tipo de entrega e atitude deve ter para ser luz na escuridão”, diz o muralista. “Acima de tudo é preciso ser luz na vida de alguém e fazer a diferença. É fundamental, mais que só ficar nas palavras e nas Redes Sociais, ouvir o outro, pensar no outro e fazer o bem”, afirma.

close do novo mural de Kobra, na rua Oscar Freire, em São Paulo
drone.cyrillo

Em maio deste ano, Kobra lançou em São Paulo, na rua Henrique Schaumann, em frente à Igreja do Calvário, o mural “Coexistência – Memorial da Fé por todas as vítimas do Covid-19”,  onde  retrata crianças de cinco religiões – Islamismo, Budismo, Cristianismo, Judaísmo e Hinduísmo. A obra traz uma mensagem de fé e de esperança, ao mesmo tempo em que lembra as vítimas do Covid-19 e destaca a importância da Ciência, simbolizada pelo fundamental uso de máscaras.

Pouco antes, na primeira ação do recém-criado Instituto Kobra, que tem como base a premissa de que a arte é um instrumento de transformação, o artista paulistano transformou um cilindro de oxigênio, em desuso, de 1m30, em uma obra de arte, exemplar único, chamada “Respirar”.  Kobra pintou o cilindro como se fosse um recipiente transparente, com uma árvore plantada dentro. “A mensagem central é a importância da vida. Que o sopro da minha arte ajude a levar um pouco de oxigênio para os hospitais mais necessitados e, ao mesmo tempo, provoque a reflexão sobre a importância de usar máscaras, lavar as mãos constantemente, manter o isolamento social e, claro, de preservar a natureza, que é um patrimônio de toda a humanidade”, disse.

A obra foi adquirida por 700 mil reais. Os recursos obtidos com a venda da peça foram aplicados integralmente na construção de duas usinas de oxigênio, entregues à Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas. Na prática, isso significou que 20 leitos de UTI’s beneficiados 24h por dia, numa ação perene, que ficaram como legado. Em um dia, a usina gera 480 horas de oxigênio. Em um mês, são 14.400 horas. “A título de comparação, um cilindro abastece um leito de UTI com oxigênio por até 10 horas. Ou seja, para fazer uma entrega equivalente à usina, seriam necessários mais de 1.400 cilindros por mês. Com 700 mil conseguiríamos comprar 350 cilindros, o que equivaleria a 3.500 horas”, contou o muralista.

Em fevereiro de 2021, Kobra doou ao Instituto Butantan e à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) dois painéis (um para cada instituição) de um metro e oitenta por um metro em oitenta, que fez meses antes, inspirado na esperança do desenvolvimento de vacinas para imunizar as pessoas contra o Covid-19.

 

A Mão de Deus

Em novembro de 2020, o artista urbano entregou o mural “A Mão de Deus” na região do Minhocão, em São Paulo. O trabalho tem 33 metros de altura por sete metros de largura, na empena de um prédio situado à rua Traipu, nº. 50.  De acordo com o artista, é a mais autobiográfica de todas as suas obras e, ao mesmo tempo, é uma obra que fala de todos. “O mural é inspirado em um momento muito difícil para mim, que começou a ser superado quando senti a mão de Deus. Foi algo que me ajudou e que me ampara até hoje”, diz.

Kobra afirma que o mural, é particular, mas também universal. “Serve para todas as pessoas, de qualquer fé, que passam por dificuldades como depressão, solidão, dificuldades econômicas, bebidas e drogas”. E complementa: “espero que nesses tempos de pandemia e mesmo depois que tudo isso terminar, o mural também inspire as pessoas a resgatarem a bondade e serem mais acolhedoras e solidárias uma com as outras”.

Também ao final de 2020, como uma ode à vida durante a pandemia, Kobra pintou na altura do km 44 da rodovia Presidente Castelo Branco, em São Paulo, o mural “A Linha da Vida”, de 600 metros quadrados. A obra traz oito personagens. Começa com uma criança e termina com uma senhora de cerca de 80 anos de idade

Ainda em 2020, Kobra utilizou seu talento para uma campanha que ajudava famílias desassistidas, com situação de vulnerabilidade ainda mais agravada pela pandemia do Covid-19. Fez o painel “Coexistência” (que em maio virou mural, como está acima no release), onde mostrava crianças de cinco religiões – budismo, cristianismo, islamismo judaísmo e hinduísmo – em oração e vestindo máscaras. Uma Serigrafia da obra foi sorteada entre as pessoas que fizeram doações. Com o valor arrecadado, R$ 450 mil, foram produzidos e distribuídos 20 mil kits.

Pouco depois, com o leilão da tela “Ao Líbano com Carinho”, conseguiu arrecadar 50 mil dólares para as vítimas da explosão ocorrida na zona portuária de Beirute, capital libanesa. “A obra mostra duas mãos, que simbolizam as mãos da humanidade, levantando o cedro do Líbano, que é um símbolo de paz, de fraternidade, de união e respeito”, disse o artista, que utilizou a bandeira do Líbano como a base para a pintura. “O vermelho representa o sangue derramado pelas pessoas que se feriram ou morreram nas lutas para livrar o país das forças externas; o branco representa a permanente busca pela paz e a beleza das montanhas cobertas pela neve; e o cedro, árvore presente em boa parte do país, é um símbolo de força e eternidade”, explicou o artista.

 

Instituto Kobra: a arte como instrumento de transformação social

            Nasceu em fevereiro de 2021 o Instituto Kobra, entidade que acredita na arte como instrumento de transformação social de adolescentes e jovens em estado de vulnerabilidade no Brasil. Fundada e presidida pelo artista Eduardo Kobra, a instituição parte da própria biografia de seu criador para fundamentar a importância e o papel da cultura como agente transformador de vidas e realidades.

O Instituto Kobra deverá promover ações, prioritariamente em comunidades periféricas, levando manifestações artísticas — não só das artes plásticas e do grafite, mas também da música, do teatro e da literatura — àqueles que costumam ter menos acesso a museus e centros culturais.

Uma experiência embrionária foi o projeto Galeria Circular, realizado em 2019. Transformado em galeria itinerante de arte, um ônibus adaptado percorreu 12 bairros da região metropolitana de São Paulo apresentando 14 obras de Kobra que estiveram ou ainda estão expostas em diversos locais pelo mundo. O artista idealizou e participou de todos os dias do projeto, interagindo muito com o público.

O Instituto Kobra surge também para funcionar como um espaço para promoção de causas por meio da arte — principalmente aquelas que fazem parte dos princípios do muralista, como a defesa do meio ambiente, o discurso pacifista, a pauta antirracista, o respeito entre os povos e a luta pela liberdade.

Neste sentido e considerando o momento sensível atravessado pelo País no combate à pandemia de covid-19, a primeira ação concreta da instituição foi usar sua arte para levar oxigênio para hospitais de Manaus. Eduardo Kobra transformou um cilindro inutilizado em uma obra de arte (confirme citado acima no release).

Mas o Instituto Kobra não se resumirá a ações desse tipo. No projeto estão previstas outras maneiras de promover a cultura, com palestras e oficinas e realização de pinturas públicas em comunidades mais vulneráveis.

Além do próprio Eduardo Kobra, a entidade viabilizará a presença de outros muralistas e grafiteiros, brasileiros e estrangeiros, que, por meio de intercâmbios culturais, irão levar sua arte, seu conhecimento e suas histórias de vida a esses jovens de periferia.

A sensibilidade do muralista para o tema vem do berço. Kobra nasceu em 1975, no Jardim Martinica, bairro pobre da zona sul paulistana. Da mesma maneira como a arte mudou sua vida, ele acredita que a cultura em geral pode ser uma ferramenta de transformação social para muitos jovens brasileiros.

Para viabilizar esses projetos, o Instituto Kobra está aberto a firmar parcerias com empresas e outras entidades que queiram promover ações culturais junto a adolescentes e jovens de periferia.

Por conta do estado de pandemia, o Instituto Kobra definiu que, neste primeiro momento, todas as suas atividades devem ser estruturadas online. Quando – espera-se que em um futuro próximo – a situação atual for superada e eventos públicos puderem tornar a ocorrer com segurança, atividades presenciais serão divulgadas.

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Sobre Eduardo Kobra

Kobra é um expoente da neo-vanguarda paulistana. Começou como pichador, tornou-se grafiteiro e hoje se define como muralista. Seu talento brota por volta de 1987, no bairro do Campo Limpo com o pixo e o graffiti, caros ao movimento Hip Hop, e se espalha pela cidade e pelo mundo. Com os desdobramentos que a arte urbana ganhou em São Paulo, ele derivou – com o Studio Kobra, criado em 95 – para um muralismo original – inspirado em muitos artistas, especialmente os pintores mexicanos e norte-americanos, beneficiando-se das características de artista experimentador, bom desenhista e hábil pintor realista. Suas criações são ricas em detalhes, que mesclam realidade e um certo “transformismo” grafiteiro.

Muitos críticos afirmam que a característica mais marcante de Kobra é o domínio do desenho e das cores. Mas o que é fundamental para o artista é o olhar. Kobra foi desde cedo apresentado às adversidades da vida. Viu amigos sucumbirem às drogas e à criminalidade. Alguns foram presos. Outros perderam a vida. Foi o olhar que o salvou.

Kobra é autor de projetos como “Muro das Memórias”, em que busca transformar a paisagem urbana através da arte e resgatar a memória da cidade; Greenpincel, onde mostra (ou denuncia) imagens fortes de matança de animais e destruição da natureza; e “Olhares da Paz”, onde pinta figuras icônicas que se destacaram na temática da paz e na produção artística, como Nelson Mandela, Anne Frank, Madre Teresa de Calcutá, Dalai Lama, Mahatma Gandhi, Martin Luther King, John Lennon, Malala Yousafzai, Maya Plisetskaya, Salvador Dali e Frida Kahlo.

Em meio ao caos urbano, buscou resgatar o patrimônio histórico que se perdeu. Em um contexto repleto de desigualdade social e injustiças, buscou se inspirar em personagens e cenas que servem de exemplo para um mundo melhor.

Hoje, os murais de Kobra estão em cerca de 35 países e em diversas cidades e estados brasileiros – como “Etnias – Todos Somos Um”, no Rio de Janeiro, “Oscar Niemeyer”, em São Paulo; “The Times They Are A-Changin” (sobre Bob Dylan), em Minneapolis; “Let me be Myself” (sobre Anne Frank), em Amsterdã; “A Bailarina” (Maya Plisetskaia), em Moscou; “Fight For Street Art” Basquiat e Andy Warhol), em Nova York; e “David”, nas montanhas de Carrara. Em todos os trabalhos, o artista busca democratizar a arte e transformar as ruas, avenidas, estradas e até montanhas em galerias a céu aberto.  Inquieto, estudioso e autodidata, também faz pesquisas com materiais reciclados e novas tecnologias, como a pintura em 3D sobre pavimentos. Em 2018, pintou 20 murais nos Estados Unidos, 18 deles em Nova York.

Cada vez mais conhecido, Kobra fica, é claro, orgulhoso quando vê uma multidão que observa um de seus murais, mas costuma dizer que o que o comove de verdade é descobrir alguém que para no meio da correria da cidade para observar, mesmo que por um minuto, os detalhes dessa obra. Apesar dos murais monumentais, Eduardo Kobra faz sua arte para despertar a consciência e a sensibilidade de cada um de nós.

 

 Veja algumas das obras de Kobra no Brasil e no Exterior

Exterior:

1 – O Beijo, na High Line, em Nova York, EUA

2 – Arthur Rubinstein, em Lodz, na Polônia

3 – Artistas, em Wynwood, Miami, Flórida, EUA

4 – A Bailarina (Maya Plisetskaya), em Moscou, Rússia

5 – Malala, em Roma, Itália

6 – Olhar a Paz, em Los Angeles, Califórnia, EUA

7 – Sarasota Antiga, em Sarasota, Flórida, EUA

8 – Abraham Lincoln, em Lexington, Kentucky, EUA

9 – Fight for Street Art (releitura da cena clássica de Andy Warhol e Jean Michael Basquiat), em Williamsburg, Brooklyn, EUA

10 – Alfred Nobel, na cidade de Boras, Suécia

11 – MariArte, em San Miguel de Allende, México

12 – Ritmos do Brasil, em Tóquio, Japão

13 – O Beduíno, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos

14 – Mural ainda sem nome, Papeete, Taiti

15 – Bob Dylan, The Times They Are a-Changin. Minneapolis, Minnesota, EUA

16 – Hamlet, West Palm Beach, Florida, EUA

17 – Einstein vai à Praia, West Palm Beach, Flórida, EUA

18 – Give Peace a Chance, Wynwood, Miami, Flórida, EUA

19 – Stop Wars, Wynwood, Miami, Flórida, EUA

20 – The Fallen Angel (O Anjo Caído), Wynwood, Miami, Flórida, EUA

21 – Muddy Waters, Chicago, Illinois, EUA.

22 – Rio, Tóquio, Japão

23 – Armstrong (nome não definitivo), Cincinnati, Ohio, EUA

24 – Dante Alighieri, Ravenna, Itália

25 – Let me be myself, Amsterdã, Holanda

26 – Ziggy Stardust (sobre David Bowie), Jersey City, New Jersey, EUA.

27 – Sonho de um Menino, Dubai, Emirados Árabes Unidos.

28 – Mandela (ainda sem nome definitivo), em Blantyre, Malawi

29 – Desmond Tutu (ainda sem nome definitivo), em Blantyre, Malawi

30 – Dalí, em Múrcia, Espanha

31 – Davi, em Carrara, Itália

32 – Cacique Raoni (ainda sem nome definitivo), em Lisboa, Portugal.

33 – Etnias – Todos Somos Um (talvez ainda receba um novo nome), em Sandefjord, Noruega.

34 – Locomotiva, em Londres, Reino Unido

35 – Família Monet (dois murais que conversam entre si), em Boulogne-sur-Mer (Bolonha-sobre-o-Mar), na França.

36 – Imagine, em Bristol, Inglaterra.

37 – Em 2018 o artista fez 20 murais nos EUA, 18 deles em Nova York.

38 – Ayrton Senna, Ímola, Itália.

Brasil

1 – Oscar Niemeyer, Praça Oswaldo Cruz, av. Paulista, em São Paulo, São Paulo

2 – A Arte do Gol (projeto Muro das Memórias), av. Hélio Pellegrino com av. Santo Amaro, em São Paulo, São Paulo

3 – Belém Antigo, esquina da rua Castilhos França com a rua Portugal, em Belém, Pará

4 – Candango, no Complexo Bancário, em Brasília.

5 – Chico e Ariano, na avenida Pedroso de Morais, Pinheiros, em São Paulo, São Paulo.

6 – Novos Ventos, nos tanques da Linde Gases, na rodovia Cônego Domênico Rangoni, no trecho do sistema Anchieta-Imigrantes, que liga Cubatão a Guarujá, São Paulo.

– Mural da 23 de Maio (projeto Muro das Memórias), próximo ao viaduto Tutóia, em São Paulo, São Paulo.

8 – Murais do Parque do Ibirapuera, ao lado do MAM, Parque do Ibirapuera, São Paulo, SP.

9 – Pensador, Senac Tatuapé, em São Paulo, São Paulo.

10 – Muro das Memórias Caixa d’água, Senac Santo Amaro, em São Paulo, São Paulo.

11 – AltaMira (projeto Greenpincel), rua Maria Antônia, São Paulo, São Paulo.

12 – Muro das Memórias, Senac Tiradentes, em São Paulo, São Paulo.

13 – Gonzagão, Recife, Pernambuco.

14 – Viver, Reviver e Ousar, Igreja do Calvário, em Pinheiros, São Paulo, São Paulo.

15 – Brasil!, muro da usina termelétrica de Macaé, Rio de Janeiro.

16 – Sem Rodeio (Projeto Greenpincel), av. Faria Lima, em São Paulo, São Paulo.

17 – Muro das Memórias Senac Tiradentes, av. Tiradentes, em São Paulo, São Paulo.

18 – Racionais MC’s, Capão Redondo, São Paulo, São Paulo

19 – Genial é Andar de Bike, Oscar Freire, São Paulo, São Paulo

20 – A Lenda do Brasil, rua da Consolação, São Paulo

21 – Etnias – Todos Somos Um, Boulevard Olímpico, Porto Maravilha, Rio de Janeiro, RJ

22 – Sobre Bike e mobilidade (nome ainda indefinido), rua Tavares Cabral, São Paulo, SP.

23 – Mural do Chocolate, km 35 da rod. Castelo Branco, em Itapevi, São Paulo;

24 – Escadão das Bailarinas, em Pinheiro, São Paulo, São Paulo

25 – Mario Quintana, Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

26 – Ayrton Senna – Superação, em Interlagos, São Paulo.

27 – Escola Professor Raul Brasil (ainda sem nome definitivo), em Suzano, São Paulo.

28 – Coração Santista, em Santos, São Paulo.

29 – A Mão de Deus, São Paulo, São Paulo

30 – A Linha da Vida. – km 44 da rod. Castelo Branco, São Paulo

31 – Escadateca, em Sorocaba, São Paulo.

32 – Coexistência – Memorial da Fé por todas as vítimas do Covid-19, em São Paulo, São Paulo.

 

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Cultura

Melinda Garcia, autora do monumento a Ayrton Senna

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Melinda Garcia, autora do monumento a Ayrton Senna, abre exposição no Centro Cultural Correios RJ, com aval do Professor Péquignot, da Nova Sorbonne/Paris

A artista plástica Melinda Garcia abre “Imortal: Arte, Alma e Futuro” no próximo dia 21, com aval do Professor Péquignot, da Nova Sorbonne – Paris
Autora do monumento em homenagem a Ayrton Senna expõe 45 peças inéditas no Centro Cultural Correios RJ
 

“O que caracteriza, pois, o artista é nem tanto estar inscrito numa realidade social, sendo este o destino comum de todos, artistas ou não, quanto saber e poder extrair dela alguma coisa que se encontre nela em seu estado latente, não prevista ou, em todo caso, não vista pelos outros, e que faça acessar uma realidade e seu conhecimento com sua ação. Nesse sentido, a obra de Melinda Garcia parece bem exemplar da “alma do futuro”, que é o tema desta exposição.”  

(Bruno Péquignot, Professor Emérito de Sociologia: Nova Sorbonne – Paris 3)

Autora do monumento ‘Velocidade, Alma e Emoção’, em homenagem a Ayrton Senna, a artista plástica carioca Melinda Garcia abre a exposição “Imortal: Arte, Alma e Futuro”, com 45 peças, entre pinturas e esculturas, no Centro Cultural Correios RJ, com curadoria da Tartaglia Arte, a partir do próximo dia 21 de outubro, com elogios do Professor Emérito de Sociologia da Nova Sorbonne, Bruno Péquignot, ao seu trabalho.
 
Melinda Garcia é conhecida por muitos de suas obras, tanto em coleções particulares famosas, quanto por obras públicas. Além disso, é possível se encantar com algumas das suas mais belas esculturas, expostas nos jardins de entrada de famosos prédios da Zona Sul do Rio, prédios comerciais e condomínios, nas zonas Sul, Centro e Oeste.  Olhos atentos verão um museu a céu aberto na orla da praia e na Lagoa Rodrigo de Freitas, na entrada de prédios comerciais ou na Casa Roberto Marinho. 
 
Sua inquietação criativa também trouxe o “Holomovimento” (conceito do físico David Bohm), onde a arte é viva, se movimenta e está sempre se recriando, se comunicando com o artista e os observadores. A Arte é a rede que une as forças fundamentais do Universo e, finalmente, reconcilia a Ciência com a Religião. 
 
Foi quando escreveu o livro “Holomovimento: Espelho D’Alma, que também será apresentado durante a exposição. A primeira publicação foi realizada em 2001 pela Papel e Virtual e foi reeditado em 2014 pela editora MCMG Produções, trazendo uma surpresa. Com o objetivo de mostrar a importância do movimento transcendente do profano ao sagrado, o livro foi desmembrado em dois vieses: Surrealismo e Misticismo. Por isso, foi girado e traz duas capas. Fica a cargo do leitor optar por qual lado começa a sua viagem.
Crédito fotos @zznperes
Sobre Melinda Garcia
 
Melinda Garcia  é uma artista plástica carioca , escultora e escritora brasileira. Suas contribuições artísticas mais relevantes podem ser apreciadas publicamente no Brasil, nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. As formas angulares e posteriormente as séries temáticas são marcas de sua percepção com forte influência da arte conceitual, trazendo também abstrações que dialogam com a estética e função holística do objeto artístico.

No período de transição da arte brasileira, que corresponde à produção neoconcretista do início dos anos 60, sofreu grande influência em sua produção e fez com que, mais tarde, valorizasse a harmonia das formas rítmicas, com movimento, os vazios e linhas curvas características de sua produção.

Um de seus trabalhos mais conhecidos Velocidade, Alma e Emoção’ é um monumento em homenagem a Ayrton Senna, situado na cidade de São Paulo e que, até o ano de 2017, estava exposto na entrada do Túnel Ayrton Senna. Em maio do mesmo ano foi deslocado para a Praça Ayrton Senna do Brasil, no interior do Parque do Ibirapuera, mais precisamente no Centro Esportivo e de Lazer Modelódromo do Ibirapuera.

Em 2017, ganhou o prêmio na categoria Escultura, concedido pela XI Bienal de Arte Contemporânea de Florença (Art Florence Biennale). O convite surgiu logo após o sucesso da exposição ‘Holomovimento – Fragmentos do Todo’,  realizada um ano antes no Cassino Atlântico (Copacabana, RJ), em parceria com o fotógrafo Bruno Barreto (Nuno).

 
É em seu atelier no Cassino Atlântico – Espaço de Arte Melinda Garcia – onde traz à vida as obras que estarão expostas na Exposição “Imortal: Arte, Alma e Futuro”. Arte é Imortal porque sua essência nasce na Alma, que é eterna, e o Futuro chega quando essa essência se mistura entre as sensações do artista e do público. 
 
 
Sobre a Tartaglia Arte
 
A Tartaglia Arte foi fundada em 1950 como um estúdio de pintura pelo artista Piero Tartaglia, então conhecido como Piery. Após alguns anos, criou um ponto de referência e encontro cultural com outros artistas e jovens talentos onde, sob a orientação do Mestre, desenvolveram seu estilo pessoal. A paixão avassaladora de Tartaglia  pela expressão pictórica com explosões de cor pura e contrastes violentos que tornam a tela viva, deu vida à Escola do Disgregacionismo.  Posteriormente fundou as Galerias, para exposição permanente de seus trabalhos e os de seus alunos, e que hoje são dirigidas pelo filho Riccardo. 
 
O amor pela arte e uma visão cultural ampla são as peculiaridades deste grande artista, e representam sua herança moral e espiritual. Herança que continua sendo representada por Riccardo Tartaglia, que trabalha com a mesma seriedade e tenacidade na propagação da arte, através de exposições e eventos internacionais. Mas tudo com a assinatura de Riccardo Tartaglia e Regina Nobrez (Membro da Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro e Embaixatriz Cultural com Honoris Causa, pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina – Honra da Arte de Florianópolis), o que confere um atestado de credibilidade e sensibilidade criativa. 
 
Serviço
 
Exposição: “IMORTAL: ARTE, ALMA E FUTURO”
Artista: MELINDA GARCIA 
Instagram: @melinda_garcia_escultora
Curadoria: Riccardo Tartaglia e Regina Nobrez – Tartaglia Arte
Instagram: @reginanobreztartaglia @tartagliaarte
Local: Centro Cultural Correios RJ (Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, RJ)
Abertura: 21 de outubro de 2021 às 17h
Visitação: 22 de outubro a 05 de dezembro de 2021
Dias e horários: terça a sábado, das 12h às 19h
Censura Livre
Acesso Gratuito
Acessibilidade: Sim
Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem @_paula_r_soares
Representação comercial
Riccardo Tartaglia (21) 96588-2653 (telefone e whatsapp)
Regina Nobrez (48) 98463-5707 (whatsapp)
Concebido e organizado por Tartaglia Arte – www.tartagliaarte.org
Apoio: Centro Cultural Correios – RJ / Círculo Ítalo Brasileiro – SC / Consolato Onorario Italiano – Florianópolis/SC / Ministério das Comunicações – Governo Federal
 
OBS: O Centro Cultural Correios segue as regras determinadas pela OMS e órgãos governamentais, de não aglomeração, com número reduzido de visitantes. Obrigatório o uso de máscaras e álcool em gel, bem como apresentação de comprovante de vacinação.

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Cultura

Crianças e adolescentes do Projeto Arte Vida Arte

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Crianças e adolescentes do Projeto Arte Vida Arte precisam de ajuda com cestas básicas 
 
Exposição “Amor Arte é Vida” apresenta artistas consagrados e participação especial de Daniel Azulay (in memoriam) para apoiar o Projeto
 
AVA Galleria e o Projeto Arte Vida Arte apresentam a  exposição “Amor Arte é Vida”, uma coletiva com trabalhos dos artistas Adilson Barbosa, Alexandre Pena Maciel, Alzira Chaloub, Angela Vielitz Mackdrodt, Arthur Teixeira, Carmen Thompson, Cota Azevedo, Cristina Melo, Dan Laucas, Daniele Bloris, Diego Mendonça, Glória Chan, Higor Muskytu, João Favoretto, José Eduardo, Joseph Figorelle, Lemuel Gandara, Mara Estela, Marcelo Galvão, Maria Amélia, Mariette Silveira, Natalia Krüger, Neuza Nazar Petti, Regina Rêgo, Renata Costa, Rúbia Viegas, Tamara Batista, Vitor Fio e Wesley Estevão, além das participações especiais de Daniel Azulay (in memoriam) e Vanessa Gerbelli, sob a curadoria de Edson Cardoso, no Città America Barra, RJ.


projeto “Arte Vida Arte” teve início em 2004, em parceria com a Ava Galleria (Helsinki, Finlândia), visando o desenvolvimento pessoal e artísticos de crianças entre 7 e 14 anos, da Cidade de Deus, RJ, misturando arte e atividades socioeducativas, com o objetivo de aumentar a autoestima, perceber suas potencialidades e talentos, bem como promover a inclusão na sociedade.

 
As 30 crianças e adolescentes acolhidos pelo Projeto ‘ARTE VIDA ARTE’ precisam de sua AJUDA agora, porque a FOME NÃO ESPERA.

Precisam de CESTAS BÁSICAS para essas famílias que vivem em situação de vulnerabilidade, na Cidade de Deus, RJ.

‘Arte Vida Arte’ é dirigido atualmente pela arteterapeuta e pedagoga, Glória T. Chan. Também é oferecido acompanhamento psicológico para os pais dessas crianças, desenvolvido pela psicóloga, psicanalista e bailarina Carmen Thompson.


Informações: (21) 97138-3039 (Karol Araújo)
PIX  666.559.607-97   
Ou entrega no Città , na exposição ‘Amor Arte é Vida’, de terça a sábado, das 12h às 18h.  Obrigada pela doação!

As atividades do Arte Vida Arte, que aconteciam na Cidade das Artes, Barra, RJ,  ficaram suspensas por causa da pandemia. A sua retomada presencial, agora no Città América, será com a abertura da exposição coletiva “Amor Arte é Vida”, quando também completa 17 anos. O objetivo é apresentar e divulgar a organização, bem como mostrar como a arte pode ser benéfica para a saúde e uma melhor qualidade de vida. Arte é amor! Arte é vida! Ao fim da exposição será apresentada uma mostra com os trabalhos realizados pelas crianças atendidas.

“Amor Arte é Vida” fica aberta ao público de 17 de setembro a 14 de novembro de 2021, de terça a sábado, das 12h às 18h, nos corredores do Città America, Barra, RJ. Nos fins de semana haverá atividades gratuitas para as crianças.

venda das obras beneficia o Projeto Arte Vida Arte e incentiva os artistas que estão expondo. A exposição obedece às normas de saúde, distanciamento, lotação e uso obrigatório de máscaras.

 
Serviço
 
Exposição Amor Arte é Vida
Abertura: 16 de setembro de 2021 às 19h
Visitação: 16 de setembro a 14 de novembro de 2021
Dias e horários:
Terça a sexta – das 12h às 18h
Sábado – das 12h às 18h
No fim de semana haverá atividades para as crianças. Consultar programação.
Local – Città America  – Av. das Américas, 700 – Barra – RJ
Curadoria: Edson Cardoso
Realização: Città Office Mall /Ava Galleria / Alavancart / Nóiz / Prefeitura do Rio / Gerência Executiva Local Cidade de Deus
Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem
Censura Livre
Entrada gratuita
. Obrigatório uso de máscaras e número reduzido de pessoas. O local segue todas as regras das organizações de saúde.

Instagram: @ava_galleria @cardosoedson_ava @artevidaarte

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Cultura

Museu da Língua Portuguesa lança filme em homenagem aos 85 anos de Tom Zé

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Curta-documentário “Línguas em Trânsito: Tom Zé” vai estar disponível no canal do YouTube da instituição em 11 de outubro, quando o músico faz aniversário

Tom Zé, um dos principais nomes da música brasileira, é homenageado pelo Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, com um curta-documentário que traz uma entrevista inédita do músico. O filme “Línguas em Trânsito: Tom Zé” será lançado no YouTube do Museu em 11 de outubro, quando o baiano de Irará vai celebrar 85 anos de vida.

No vídeo, com produção do Centro de Referência do Museu da Língua Portuguesa, Tom Zé relembra histórias de sua infância em Irará, quando, por exemplo, ficava acordado até tarde ouvindo as conversas de seu pai e seus tios. Além disso, ele revela algumas de suas inspirações no processo de composição de seu trabalho. “Quando eu fazia música, tinha influência dessas coisas da vida com o povo da roça, do Dorival Caymmi, que fazia canções que tinham várias partes…”, conta o artista, que também não esconde sua admiração por Adoniran Barbosa. “Foi ele quem fez as músicas mais lindas sobre São Paulo.”

Residindo atualmente no bairro de Perdizes, na capital paulista, o músico, também autor de várias canções sobre São Paulo, como a clássica “Augusta, Angélica e Consolação”, fala, claro, sobre sua relação com a cidade que o acolhe desde os anos 1960. Nessa conversa, ele comenta algumas situações vividas na região em que fica o Museu da Língua Portuguesa: a calça que Tom Zé usou no 4º Festival de Música Popular Brasileira, quando apresentou “São, São Paulo Meu Amor”, foi comprada na rua José Paulino, importante centro comercial de roupas do Bom Retiro, em São Paulo, que fica perto da estação da Luz.

Tom Zé ainda faz reflexões sobre as origens da canção brasileira, traçando paralelos com a própria língua portuguesa falada no Brasil, e comenta a exposição “Língua Solta”, em cartaz no Museu da Língua Portuguesa até o dia 3 de outubro. No YouTube do Museu é possível também assistir a uma visita virtual por essa mostra.

O ano de 2021 é de muitas comemorações para Tom Zé. Além de completar 85 anos de vida, ele também celebra os 45 anos de lançamento de “Estudando o Samba”, um de seus mais emblemáticos álbuns.

Quem visita o Museu da Língua Portuguesa “encontra” o Tom Zé em três situações na exposição principal. Na Praça da Língua, na qual é possível ouvi-lo declamando um trecho de “Os Sertões”, de Euclides da Cunha; no filme “O que pode a língua”, de Carlos Nader, exibido no Auditório, no qual ele aparece falando sobre o encantamento que as palavras provocavam nele; e na linha do tempo Português do Brasil.

Centro de Referência do Museu da Língua Portuguesa
O Centro de Referência do Museu da Língua Portuguesa, apresentado pela EDP, é o setor da instituição responsável por pesquisar, documentar e difundir as referências patrimoniais materiais e imateriais que compõem o acervo do MLP.

Quem vem ao museu pode visitar a sala do Centro de Referência, que fica no térreo, na ala oeste, próximo ao hall do Pátio B, novo espaço expositivo do Museu da Língua Portuguesa. Por lá, podem acessar o acervo da exposição principal do museu, como o conteúdo das experiências Falares e Português do Brasil, e ainda consultar alguns livros.

O horário de atendimento do Centro de Referência é de terça a sábado, das 10h às 12h e das 13h às 17h.

Sobre o Museu da Língua Portuguesa:
A reconstrução do Museu da Língua Portuguesa é uma realização do Governo Federal, por meio do Ministério do Turismo, e do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, concebida e realizada em parceria com a Fundação Roberto Marinho. A EDP é patrocinadora máster e os patrocinadores são Grupo Globo, Itaú Unibanco e Sabesp – todos por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O apoio é da Fundação Calouste Gulbenkian.

A exposição temporária “Língua Solta”, em cartaz até 3 de outubro, conta com os mesmos parceiros da reconstrução do Museu.

A Temporada 2021 do Museu da Língua Portuguesa conta com patrocínio da Volvo e do Itaú Unibanco, apoio da Booking.com e do Grupo Ultra e das empresas parceiras Cabot, Mattos Filho Advogados, Faber-Castell, Verde Asset Management e Bain&Company. Rádio CBN, Revista Piauí e Guia da Semana são seus parceiros de mídia. O IDBrasil Cultura, Educação e Esporte é a Organização Social responsável pela sua gestão. A Temporada é realizada pelo Ministério do Turismo, por meio da Lei de Incentivo à Cultura.

SERVIÇO
Curta-documentário “Línguas em Trânsito: Tom Zé”
Lançamento no dia 11 de outubro
No YouTube do Museu da Língua Portuguesa
www.youtube.com/museudalinguaportuguesa

Exposição principal + Exposição Temporária “Língua Solta” 
R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Grátis para crianças até 7 anos
Grátis aos sábados
Acesso pelo Portão A (em frente à Pinacoteca)
Venda de ingressos pela internet
https://bileto.sympla.com.br/event/68203
(A exposição temporária “Língua Solta” fica em cartaz até 3/10)

Museu da Língua Portuguesa 
Praça da Luz s/n – Luz – São Paulo
De terça a domingo, das 9h às 16h30 (permanência até 18h)
www.museudalinguaportuguesa.org.br

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