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PL 253 – A favor da classe artística

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O SILÊNCIO  DOS LÍDERES  E O GRITO  DOS ARTISTAS

Classe artística cria  Projeto  de Lei que venha A  proteger produtores de cultura  durante e depois da pandemia, e uma vez  que o setor foi um dos mais prejudicados nessa fase com 100% de seus espaços fechados .

O ano era 1.968. A sala Galpão do Teatro Ruth Scobar foi depredada ao final  de uma sessão do espetáculo “ Roda Viva “  de Chico Buarque.

Artistas como Marília Pera, foram brutalmente agredidos, equipamentos de som e luz destruídos, en fim …era a repressão dos tempos da ditadura, tentando calar  a mais sincera das expressões humanas, aquela que vem da alma e dos corações : a arte .

Leci Brandao durante o 25o Premio da Musica Brasileira no Theatro Municipal. Foto: Roberto Filho (14/05/14)

Chegamos a 2.020. Uma pandemia sem  precedentes força autoridades  a decretar quarentenas domésticas, de forma que os humanos não se contaminem em contatos sociais. Mais uma vez por força das circunstâncias, espaços culturais, leia-se, teatros, cinemas, museus, centros culturais, são fechados radicalmente, eventos da mesma ordem cancelados ou suspensos, deixando desempregada uma classe trabalhadora, que além disso tudo, convive com um governo que flerta com o autoritarismo eo  preconceito,  e  como se não bastasse nhá ainda  o silêncio daqueles  que  deveriam  representá-los.

A Arte  se  Reinventa

Este apagão cultural, por conta do Covid-19 está levando os artistas a se apresentarem na internet.

A adesão e a audiência esses eventos, mostra a importância de se fomentar a arte em tempos de  isolamento e solidão .

Muitos países como a Alemanha, ampararam de forma generosa seus artistas              desempregados .

O setor que emprega mais de cinco milhões de pessoas está mergulhado numa crise sem data pra terminar.

Como se fosse possível  calar  a voz que decreta  a liberdade…a voz dos artistas .

Artistas dos mais militantes, se organizam em frentes parlamentares e imediatamente seguem os conselhos de Geraldo Vandré , “ quem sabe traz a hora não espera acontecer “ .

CONHEÇA A PL 253/2020-SP .

Uma das iniciativas é  o Projeto de Lei 253/2020-SP .

Os parlamentares da Bancada Ativista Isa Penna – PSOL, Monica da Banca Ativista – PSOL, Erica Malunguinho – PSOL, Carlos Giannazi – PSOL, Leci Brandão – PCdoB foram quem constituíram e assinaram essa primeiro PL, e agora Marcia Lia e outros deputados assinarão também.

O PL 253 de 2020 tem como objetivo promover um fundo monetário emergencial para cobrir custos neste período de pandemia,sendo que, o setor cultural foi paralisado pelo Estado suspendendo repentinamente suas atividades. Sendo assim, muito profissionais acabaram se prejudicando com seus trabalhos pré agendados e de apresentações únicas.

Tendo por perspectiva que os equipamentos culturais não retornarão em sua capacidade máxima, mesmo decretado o  fim da quarentena, essa PL também estenderá seus benefícios aos trabalhadores da área artística e cultural no pós pandemia.

O debate aberto pelo PL 253/2020 coloca na ordem do dia a importância social do trabalho artístico. É preciso proteger esta categoria, é preciso que continuem existindo artistas e espaços culturais de sociabilidade, de encontro e pensamento crítico no mundo que virá, mesmo que ainda não saibamos ao certo como ele será.

 

PROJETO DE LEI Nº 253, DE 2020

Cria o Programa de Auxílio Emergencial para trabalhadores do setor cultural e para Espaços Culturais.

A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:

Artigo 1º – Fica criado no âmbito do Estado de São Paulo o Programa de Auxílio Emergencial para trabalhadores do setor cultural e para Espaços Culturais. durante o período de crise sanitária  pela pandemia do Coronavírus – Covid19, emergência de saúde pública de importância internacional nos termos da Lei Federal nº 13.979 de 06 de fevereiro de 2020, e calamidade pública reconhecida pelos Decretos Legislativos nº 2.493/2020 e nº 2.495/2020 da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, no período em que perdurar o fechamento dos espaços culturais por razões sanitárias.

Parágrafo único – Compreende-se como Espaços Culturais: Pontos de Cultura, Teatros independentes, Sedes que abrigam grupos ou coletivos culturais, Escolas de Música, Escolas de Dança, Escolas de Artes, Cineclubes, Centros Culturais Independentes em periferias e pequenos municípios, com atividades para saraus, hip hop, cultura popular, capoeira, escolas de samba, casas de jongo, bibliotecas comunitárias e todo o fazer artístico.

Artigo 2º –Durante o período que trata o caput desta Lei, o trabalhador do setor cultural fará jus a Auxílio Emergencial para Trabalhador do Setor Cultural equivalente a um salário mínimo estadual paulista, de R$ 1.163,55 (um mil, cento e sessenta e três reais e cinquenta e cinco centavos), ou da complementação até este valor, caso receba auxílio de renda básica no âmbito da União do Governo Federal.

  • 1º – Entende-se como trabalhador do setor cultural toda e qualquer pessoa inserida na cadeia produtiva da cultura, que adquire sua renda através de trabalhos desempenhados no setor, sejam eles de produção, promoção, técnica e atuação em qualquer área cultural ou linguagem artística, e todo aquele que fomenta, produz e pertence à cultura popular brasileira, afro-brasileira e indígena, que comprove efetiva realização de atividades ou prestação de serviços no período compreendido entre 1o de janeiro de 2019 e 29 de fevereiro de 2020.

 

  • 2º – O benefício previsto nesta Lei será pago até o final do período em que ficar determinado o fechamento dos espaços culturais.

Artigo 3º –Durante o período que trata o art. 1o desta Lei, os Espaços Culturais receberão um subsídio mensal no valor de R$3.500,00 (três mil e quinhentos reais).

Parágrafo único – Compreendem-se como gastos mensais o pagamento de aluguéis de imóveis e equipamentos, salários e encargos de funcionários, contas de consumo como luz, água, gás, telefone e internet vinculados ao Espaço Cultural, e tributos não suspensos neste período.

Artigo 4º –Terão direito ao Auxílio Emergencial previsto no art. 2° desta Lei todos os trabalhadores do setor cultural que estejam inscritos ou venham a se inscrever em, pelo menos, um dos seguintes cadastros:

I – Cadsol – Economia Solidária;

II – CadÚnico;

III – Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura;

IV– Cadastro Estadual de Cultura;

V – Cadastro Municipal de Cultura.

VI – SNIIC – Sistema nacional de Informações e Indicadores Culturais.

Parágrafo único. O Poder Executivo adotará medidas necessárias para, enquanto perdurar o período estabelecido no caput desta Lei, garantir inclusões e alterações nos cadastros de forma auto declaratória e, preferencialmente, não presencial.

Artigo 5º – Enquanto vigorar o período estabelecido no caput desta Lei, é vedado o corte do fornecimento de água, de energia elétrica e de quaisquer serviços de telecomunicações, inclusive internet, para as pessoas jurídicas que atuem no setor cultural que estiverem inadimplentes com as respectivas empresas concessionárias.

Parágrafo único – Os débitos relacionados aos serviços de que trata o caput deste artigo deverão ser pagos no prazo de 24 (vinte e quatro) meses, em parcelas iguais, sem juros ou multas, sendo o pagamento iniciado um mês após o restabelecimento das atividadesdo Espaço Cultural.

Artigo 6º – Os espaços culturais beneficiados com o subsídio previsto no Artigo 3° desta Lei ficarão obrigados a garantir uma apresentação cultural mensal destinada aos alunos de escolas públicas pelo período correspondente ao tempo de duração do Auxílio Emergencial, após o reinício de suas atividades, de acordo com agenda disponível a se estabelecer entre Escola e Espaço.

Artigo 7º Os recursos necessários para as despesas previstas nesta Lei correrão à conta de dotações orçamentárias do Fundo Estadual de Cultura e da Secretaria de Estado da Cultura acrescidos, se necessário, de créditos extraordinários.

Artigo 8º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Confira os canais de informação e debate a respeito do PL 253/2029-SP:

https://www.instagram.com/pl253_cultura/

https://www.facebook.com/frenteparlamentaremdefesadaculturasp/

 

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1 Comment

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  1. Emmy cultura dos tambores

    2 de junho de 2020 at 14:16

    Esse auxílio será de extrema importância nesse momento de pandemia para artistas de forma geral. Que sobrevive dos afazeres culturais e artísticos. Será de extrema importância a aprovação dessa lei. Pl 253
    Emmy Anthology

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Instituto Gourmet cria campanha de Dia das Mães com a mãe de Gil do Vigor

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Dona Jacira Santana está conquistando cada vez mais seguidores em suas redes sociais e foi convidada a ser aluna da rede

Carismática, engraçada e autentica, essas são algumas características de dona Jacira Santana, mãe de Gil do Vigor. Fazendo sucesso com sua espontaneidade nas redes sociais, ela viu sua vida mudar com a participação de seu filho no maior reality show do país.

A mais nova influenciadora digital está conquistando o coração das marcas que se identificam com ela. Como no caso do Instituto Gourmet, maior rede de franquias de ensino profissionalizante em gastronomia. A rede criou uma ação especial no dia das mães inspirada na “mãe mais vigorosa do Brasil”.

“Nos encantamos com a história de Gil no reality e pesquisando um pouco sobre ele, descobrimos que sua mãe é apaixonada por gastronomia, ou seja, tudo a ver com a rede”, comenta Robson Fejoli, sócio diretor da marca.

Focando na transformação de vida de seus alunos, a rede presenteou Dona Jacira com um curso à sua escolha, para que ela possa aprender e empreender na gastronomia. “Também vamos presenteá-la com um almoço especial no próximo dia 09. Escolhemos o prato favorito de Gil, baião de dois”, comenta.

A ação acontecerá no Instagram da rede e de Dona Jacira, reforçando como a educação profissional pode transformar vidas. “Estamos muito felizes com a participação de Dona Jacira nessa campanha tão especial para nós”, finaliza Fejoli.

Sobre o Instituto Gourmet

O Instituto Gourmet é a maior rede nacional de franquia especializada em cursos profissionalizantes na área da gastronomia. Criado para quem deseja ingressar no mercado gastronômico e obter formação profissional da área, o Instituto oferece opções de cursos de curta ou longa duração, com flexibilidade nos horários e foco na interação do aluno. Criada em 2014, a rede ingressou no franchising em 2017 e já conta com mais de 100 unidades comercializadas em todo país.

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VANESSA JACCOUD CRIA ASSOCIAÇÃO TRANquilaMENTE PARA TRANSGÊNEROS

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Transgeneridade não é doença, é identidade de gênero.
psicóloga Vanessa Jaccoud criou a Associação TRANquilaMENTE, para atender indivíduos transgêneros e suas famílias, com uma equipe formada por psicólogos, psiquiatra, endocrinologista, fonoaudiólogo, cirurgião e todos os profissionais necessários ao melhor atendimento de cada caso. Localizada no Recreio dos Bandeirantes, RJ, terá valor popular e deve começar o atendimento em junho, ao final das obras. 
Depois de se aprofundar sobre o assunto durante a pandemia, de vivenciar em pacientes os desafios enfrentados, Vanessa decidiu mudar o foco do atendimento que realizava no Terreirão e se dedicar aos transgêneros, cuidando de sua saúde mental e física. Futuramente, espera agregar parceiros que possam promover a manutenção da Associação, bem como capacitação, workshops e cursos.

De acordo com a Dra. Vanessa Jaccoud, a condição de ser “trans” é muito mais complexa, tanto na teoria quanto na prática. Além de outros impactos ligados à questão da transgeneridade, existem problemas e estigmas mais evidentes como a não aceitação na sociedade, dificuldades na hora de conseguir um emprego, conquistar a redesignação sexual, mudança para o nome social, além de tanta discriminação e preconceitos, os quais não faltam desde o início do percurso de transição até a fase de maturação da transição em si. Existem ainda outros obstáculos mais graves, que influenciam o fator psicológico. Tudo é delicado e complexo nesta área do humano.

O processo de percepção da própria transgeneridade se dá, através de alguns indicadores no próprio desenvolvimento humano, tal como a incongruência de gênero, que provoca intensa inquietude e incômodo ao indivíduo trans, por entender que o seu corpo não reflete o que este realmente é. Esta falta de identificação acaba ocasionando outros problemas, como ansiedade, angústia, depressão, e até mesmo questões mais graves, como ideações e tentativas de suicídio, pois, de forma perturbadora, pode transformar tanto os sentimentos da pessoa, quanto ocasionar problemas familiares e profissionais.
Existe muita confusão com relação às diferenças de orientação sexual e identidade de gênero, mas a Dra. Vanessa Jaccoud explica: “a orientação sexual faz com que uma pessoa busque relacionamentos afetivo-sexual com pessoas do mesmo sexo (homo), sexo oposto (hétero) e ambos (bi), isso se ela não for um indivíduo assexual (não tem interesse na atividade sexual) ou pan (atração por pessoas, independente de seu sexo ou identidade de gênero). Já na identidade de gênero a questão é o sentir-se, perceber-se e identificar-se como mulher, homem ou ter uma identificação fluida entre os dois”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) mudou esse entendimento em seu guia que serve de referência para estatísticas e diagnósticos médicos: ser transgênero – em geral, ter uma identidade de gênero que não corresponde ao seu sexo atribuído ao nascer – não é doença.
Transgêneros são pessoas que não se identificam com seu sexo biológico designado ao nascer. Pode ser um homem que se enxerga como mulher, uma mulher que entende como homem ou ainda alguém que acredita não se encaixar perfeitamente em nenhuma destas possibilidades. A nova definição da OMS acaba na prática com a noção que se tinha a respeito de pessoas transgênero. É preciso sempre ter respeito e informação.

Sobre a Drª Vanessa Jaccoud  (CRP 05/47172)

Psico-Oncologista, Psicossomatista, Psicóloga clínica com diversas especialidades também em Psicossomática, Dor crônica, Residente no Ambulatório de Psicossomática da Santa Casa de SP.Membro Titulada de importantes Sociedades nacionais e internacionais de saúde (ABMP-SP, SBPO e WPATH), a Dra. Vanessa Jaccoud atende pacientes nos 3 consultórios do Rio e na Santa Casa de São Paulo, além de 8 países – USA (New Orleans, New York, Florida, Massachusetts, Connecticut), Bélgica, França, Portugal, Líbano, Tailândia, Inglaterra e Holanda. Primeira mulher do Brasil a fazer parte da WPATH (World Professional Association for Transgender Health).
* Atualmente com certificação mundial em cuidados aos pacientes Transgêneros* Autora do livro “Transgeneridade: um caso espiritual”, a ser lançado em breve.
Associação TRANquilaMENTE (21)97353-2922          
Instagram: @dravanessajaccoud

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BELEZA/COMPORTAMENTO – BIOMÉDICA JULIANA SIRUFFO FALA SOBRE AUMENTO NA PROCURA POR BIOESTIMULADORES

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BIOMÉDICA JULIANA SIRUFFO FALA SOBRE  AUMENTO NA PROCURA POR  BIOESTIMULADORES
Pele, maior órgão do corpo humano, deve ser tratada para manter saúde física e mental.

Autoestima. Saúde mental. Corpo saudável. Reinvenção. São palavras que têm marcado a pandemia e a forma como as pessoas lidaram com o home office, o lockdown, a impossibilidade de sair para cuidar de si ou do outro.  

Essa nova visão da realidade impactou os cuidados com a saúde, levando à busca por tratamentos estéticos que não valorizassem apenas a beleza, mas principalmente a qualidade de vida e o bem estar. Além disso, a parte financeira influenciou na busca por tratamentos  com resultados mais rápidos, indolores e minimamente invasivos, como os bioestimuladores de colágeno.
 A função dessa classe de procedimento é repor os nutrientes perdidos(como colágeno e elastina) com a idade e induzir o organismo a produzir mais e ao produzir você sente o viço, a hidratação e sustenção a em resposta  essa produção.

Ao lado da boa forma física e da tonicidade muscular, o colágeno é uma das principais proteínas estruturais da pele, e a sua presença na composição corporal é sinal de jovialidade. Seu objetivo é proporcionar uma pele mais viscosa e com menos rugas. A pele é o maior órgão do corpo humano e precisa sempre estar bem cuidada para evitar doenças e outros problemas. Isso é possível graças à aplicação de substâncias que ativam a produção de colágeno da pele, restaurando o volume e o contorno da face – os bioestimuladores.

Segundo a Dra. Juliana Siruffo, a grande vantagem é a facilidade e rapidez com que podem ser aplicados, no próprio consultório, sem anestesias injetáveis, permitindo que o paciente volte às atividades normais em poucas horas.

Juliana Siruffo é Biomédica, apaixonada por ciência. Mestranda em Genética na UFRJ e pós graduanda em biologia molecular.  

Instagram: @drajulianosiruffo 
Endereços:Centro Capilar Sheila Belloti Av. das Américas, 17.150 – prédio A5 – sala 349 – Recreio Rua Dalcídio Jurandir, 255 – sala 247 – Island Personal Office – Barra

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